Vôlei

Superliga Feminina: de cara nova, Brasília estreia contra o Osasco

Conheça Anna Luiza. Aos 15 anos, a debutante no torneio nacional troca os passos da adolescência pelos desafios de representar time da cidade na elite a partir desta segunda no ginásio da 708/908 Sul

Central estrou no time profissional durante a Copa Brasília. Agora, viverá a primeira experiência na Superliga -  (crédito: Rogério Guerreiro/Brasília Vôlei)
Central estrou no time profissional durante a Copa Brasília. Agora, viverá a primeira experiência na Superliga - (crédito: Rogério Guerreiro/Brasília Vôlei)

Tradicionalmente, os 15 anos de uma menina são celebrados com vestido de gala, valsas e festas marcadas pela passagem simbólica da infância para uma nova etapa da vida. Para Anna Luiza Milhomem, porém, o ápice dessa fase será em uma quadra de vôlei. Com 1,83 m de altura e no auge de uma idade marcante para tantas garotas, a central encara o desafio de integrar o elenco profissional do Brasília Vôlei em meio ao processo de formação como atleta. A partir de hoje, a jovem estará entre as opções da equipe do Distrito Federal na abertura da temporada 2026/2027 da Superliga Feminina. As brasilienses recebem o Osasco, às 18h30, no Ginásio da FVDF, na Asa Sul.

O duelo marcará o início de trajetórias para Anna e para o próprio Brasília Vôlei. Enquanto a atleta ainda desfruta das primeiras descobertas da carreira profissional, o time verde abre as portas da nova temporada sonhado alto em voltar aos playoffs da competição nacional. A caminhada, inclusive, será em um palco diferente do habitual. Enquanto o Ginásio do Sesi de Taguatinga passa por reforça, e equipe realizará os jogos como mandante na Asa Sul. O local, inclusive, marcou o primeiro jogo da central entre as profissionais, contra o Minas, pela Copa Brasília.

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De maneira geral, a relação de Anna com o vôlei não é antiga. Influenciada por uma família afeiçoada ao esporte, a central se aproximou da modalidade em gincanas escolares. Em 2024, por meio de um projeto do colégio no qual estudava, a brasiliense amplificou o interesse maior pela modalidade. A partir daí, os passos na carreira aconteceram rapidamente. Primeiro, ela passou pelo DF Vôlei. Depois, já pensando na chance de ter a modalidade como profissão, buscou uma oportunidade no Brasília Vôlei.

"Nós percebemos que o Brasília Vôlei abriria mais portas, com mais campeonatos nacionais, e acabamos decidindo, eu com a minha família, a vir para cá. Foi quando eu comecei a jogar, esse ano mesmo", contou. A mudança também trouxe oportunidades fora das quadras. Aluna do colégio SEB AZ Brasília, Anna conseguiu uma bolsa de estudos na instituiçã, enquanto começa a conciliar as exigências do esporte com a rotina escolar. A nova etapa exige organização. No ensino médio, a central precisa dividir o tempo entre os treinamentos, as competições e os compromissos acadêmicos. Assim, enquanto aprende a acompanhar o ritmo profissional, a jovem busca o equilíbrio para dar conta da vida acadêmica.

O salto para o elenco principal começou a ganhar forma no início deste ano, quando Anna chegou ao Brasília Vôlei para integrar as categorias de base. Durante os amistosos preparatórios para a temporada 2026/2027, a equipe profissional enfrentou dificuldades com a ausência de jogadoras da posição de central. A oportunidade apareceu, e Anna foi chamada para completar o grupo, por indicação de Renato de Oliveira Sousa, técnico das equipes de base do clube, entre elas o Sub-16 e o Sub-17.

"Foi um... tipo, meu Deus, o que que tá acontecendo? Foi muito um sonho mesmo", relembrou. A experiência abriu caminho para novas oportunidades. Na primeira participação profissional, contra o Minas, pela Copa Brasília de Vôlei, Anna vestiu a camisa 1 e marcou o primeiro ponto da partida em um ataque contra Luzia, central com passagem pela Seleção Brasileira. A atuação chamou a atenção de Agnaldo Santos, treinador da equipe principal, e a jovem passou a integrar o elenco para a disputa da Superliga Feminina.

"É um pouco inacreditável, mas ainda acho que não caiu a ficha. Eu falo o tempo todo com os meus pais que vai ser outro desafio agora, porque antes o desafio era seguir o ritmo. Agora, estou treinando para a Superliga. Então, é outra coisa", explicou.

Aos 15 anos, Anna começa a aprender os passos de uma nova dança. A estreia na Superliga vai além da chegada a uma competição nacional: é o início de uma etapa no qual o sonho ganha contornos profissionais e exige novas responsabilidades. Hoje, diante do Osasco, a central fica à disposição de Agnaldo Santos para a primeira partida do Brasília Vôlei na competição. A valsa da debutante, agora, acontece em uma quadra onde cada passo pode abrir caminho para o futuro.

Casa nova

O Brasília tem casa nova na temporada. com o Ginásio do Sesi em reforma, o time trocará Taguatinga pela casa da Federação de Vôlei do Distrito Federal na 708/908 Sul. A capacidade da arena é inferior, mas expectativa é de que a pressão continue a mesma. 

Repaginado, o representante do DF mescla juventude e experiência. Na quadra, veteranas trocam vivências com meninas cheias de sonhos. Na prancheta, um técnico com o DNA da equipe. Funcionário há 14 anos, Agnaldo Santos assume o plantel com o frio na barriga de quem verdadeiramente ama a modalidade.

Faz tempo desde a última participação do Brasília Vôlei no mata-mata. Em 2020/21, o time conquistou a classificação ao finalizar o primeiro turno na oitava posição. O sonho não durou muito tempo. Nas quartas de final, enfrentou o Gerdau Minas e foi derrotado nos dois jogos por 3 sets a 0. Nos últimos anos, o time lutou contra o rebaixamento para a Superliga B.

Apesar das dificuldades nas últimas edições, a equipe se tornou vitrine. Referências do time ganharam destaque e se despediram da capital. "Eu gosto muito dessa geração mais nova. De trabalhar o fundamento, dessa união com as mais velhas, que vão ajudando durante o treinamento. Então, isso já é para mim um futuro de jogadoras para o Brasília Vôlei", comemora o técnico Agnaldo Santos.

Aos 31 anos, a líbero Vitória Trindade é a jogadora mais antiga do grupo. Desde 2019 no Brasília Vôlei, a mineira viveu o sonho de disputar os playoffs e a agonia de lutar contra o rebaixamento. Madura, a líbero assumiu a liderança. Assume o papel de quase uma auxiliar-técnica instruindo as companheiras.

PROGRAME-SE

Brasília Vôlei x Osasco

Quando: 19/10

Onde: Ginásio da Federação de Vôlei do DF (708/908 Sul)

Ingresso: bancadoingresso.com.br

Transmissão: GETV

*Estagiários sob a supervisão de Marcos Paulo Lima

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postado em 19/10/2026 00:01 / atualizado em 19/10/2026 11:11
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