Eu, Estudante

DIA MUNDIAL DO LIVRO

Governo quer elevar a 55% o índice de leitores no país até 2035

Nova política prevê expansão de bibliotecas, acesso digital e estímulo ao mercado do livro. Atualmente, 47% da população brasileira tem o hábito de ler

Em alusão ao Dia Mundial do Livro comemorado nesta quinta-feira (23/4), o governo federal irá lançar um novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) com metas para ampliar o número de leitores no país até 2035. Entre os objetivos centrais está elevar de 47% para 55% a parcela da população que tem o hábito de ler, além de facilitar o acesso a livros e fortalecer políticas públicas voltadas ao setor.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá participar do evento e da entrega do Prêmio Vivaleitura. Lula também vai acompanhar a assinatura da portaria que institui o novo ciclo do plano, conduzido pelos ministérios da Educação e da Cultura.

O PNLL 2026–2035 retoma uma política iniciada em 2006 e estabelece diretrizes para os próximos dez anos. A proposta busca consolidar o livro, a leitura e a escrita como elementos centrais na formação educacional e cultural da população, com foco na redução das desigualdades de acesso ao conhecimento.

Entre as estratégias previstas estão a ampliação de bibliotecas públicas, o incentivo à abertura de livrarias — especialmente fora dos grandes centros — e a redução do custo dos livros. O plano também aposta na expansão de formatos digitais: o Ministério da Educação anunciou a ampliação do aplicativo MEC Livros, que oferece acesso gratuito a obras digitais.

Dados apresentados pelo governo indicam que políticas anteriores já tiveram impacto no hábito de leitura. O número médio de livros lidos por habitante ao ano teria passado de 1,8 para 4,7 em períodos de maior mobilização. Agora, a meta é avançar ainda mais, com ações articuladas em diferentes frentes.

O plano está estruturado em quatro eixos principais: democratização do acesso, formação de leitores e mediadores, valorização institucional e desenvolvimento da economia do livro. Uma das novidades é a inclusão da escrita criativa como prática a ser estimulada, com foco em comunidades periféricas, indígenas e quilombolas.

A proposta também prevê medidas de acessibilidade, como a ampliação de acervos em braille, libras e audiolivros, além de iniciativas voltadas a públicos específicos, como pessoas privadas de liberdade e pacientes em hospitais.

Outro ponto é o fortalecimento da cadeia produtiva do livro, com incentivo a editoras independentes e livrarias de pequeno porte. A ideia é ampliar a circulação de obras e estimular a diversidade de conteúdos disponíveis no país.