Nas primeiras posições do ranking estão Harvard, Stanford e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), todas nos Estados Unidos. Em quarto lugar aparece a Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
A classificação avalia mais de 2.500 instituições com base em seis critérios principais:
- número de ex-alunos vencedores de prêmios
- número de pesquisadores premiados
- quantidade de pesquisadores altamente citados;
- artigos publicados nas revistas Nature e Science;
- publicações indexadas nas bases Science Citation Index-Expanded (SCIE) e Social Science Citation Index (SSCI);
- e desempenho acadêmico per capita.
O reitor da USP, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, afirmou que o resultado reforça a excelência da produção acadêmica da universidade. Segundo ele, o conhecimento gerado pela instituição contribui para o avanço da ciência e para a formulação de políticas públicas voltadas às necessidades da sociedade e do país.
“O desempenho da USP evidencia também a força de uma universidade que articula ensino, pesquisa e extensão, forma profissionais e participa de redes nacionais e internacionais de colaboração científica, produzindo conhecimento de impacto e respondendo aos desafios da sociedade contemporânea”, afirmou o reitor em entrevista ao Jornal da USP.
Segurado também destacou que os rankings são importantes para acompanhar tendências e identificar oportunidades de aprimoramento. Segundo ele, no entanto, as avaliações não traduzem, isoladamente, toda a complexidade de uma universidade pública.
“Para a USP, o reconhecimento internacional é consequência de sua missão de produzir e disseminar conhecimento de excelência, formar pessoas e colocar a ciência a serviço do desenvolvimento social, econômico, cultural e sustentável do Brasil”, afirmou.
Outras universidades brasileiras
A USP não é a única instituição brasileira a aparecer entre as melhores avaliadas pelo ranking. Outras universidades do país também figuram na classificação, embora em posições inferiores.
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) aparece na faixa entre as posições 301 e 400. Já a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está entre as posições 401 e 500.
Na faixa de 501 a 600 estão a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aparecem entre as posições 701 e 800.
Entre as posições 801 e 900 estão a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade de Brasília (UnB).
Completam a relação das universidades brasileiras entre as mil primeiras a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ambas na faixa entre as posições 901 e 1.000.