
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, está na Rússia desde pelo menos o início desta semana, segundo quatro fontes ouvidas pela agência internacional Reuters. A informação vem à tona em meio ao agravamento da crise política no país, após os Estados Unidos anunciarem a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro durante uma operação militar realizada na madrugada deste sábado (3/1).
De acordo com a Reuters, Delcy Rodríguez estaria em Rússia, mais especificamente em Moscou, no momento em que a situação em Caracas se tornou crítica. Até agora, o governo venezuelano não informou oficialmente o motivo da viagem nem confirmou se a vice-presidente deixou o país antes ou depois da ofensiva americana.
A ausência de Delcy em território venezuelano chama atenção porque, pela Constituição do país, cabe à vice-presidente assumir interinamente o comando do Executivo em caso de ausência, incapacidade ou destituição do presidente. Com Maduro sob custódia dos Estados Unidos, segundo Washington, o paradeiro da vice-presidente se tornou um dos principais pontos de interrogação sobre a continuidade do governo chavista.
Ainda segundo a Reuters, Delcy Rodríguez não apareceu publicamente após o anúncio da captura de Maduro. Em vez disso, divulgou uma mensagem em áudio transmitida pela televisão estatal, na qual exige que os Estados Unidos apresentem provas de que o presidente venezuelano está vivo. A gravação não informa onde ela se encontra.
Relação com Moscou
A presença da vice-presidente em Moscou ocorre em um momento sensível e reforça o papel da Rússia como um dos principais aliados internacionais do governo venezuelano. O país mantém laços políticos, econômicos e militares com Caracas e tem sido um dos principais apoiadores de Maduro em fóruns internacionais.
Fontes ouvidas pela Reuters afirmam que não está claro se a viagem de Delcy Rodríguez estava relacionada diretamente à crise atual ou se fazia parte de compromissos diplomáticos previamente agendados. Ainda assim, o fato de a vice-presidente estar fora do país no momento mais grave do governo venezuelano em anos aumenta a pressão sobre o regime e amplia a incerteza institucional.
Enquanto isso, a Venezuela enfrenta fechamento de fronteiras, temor de crise migratória na região e um vácuo de poder ainda não esclarecido. A localização da vice-presidente fora do país reforça o cenário de instabilidade e mantém em aberto a pergunta central: quem, de fato, comanda a Venezuela neste momento.
Saiba Mais

Mundo
Mundo
Mundo
Mundo