EUA X VENEZUELA

Prisão de Nova York onde Maduro está detido tem reputação sombria

O MDC, no Brooklyn, onde Nicolás Maduro e Cilia Flores estão presos desde sábado, acumula denúncias de maus-tratos, infraestrutura precária e falta de supervisão. A unidade, que já abrigou nomes como Ghislaine Maxwell e o ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, enfrenta histórico de apagões, mortes violentas e corrupção entre agentes e detentos

Centro de Detenção Metropolitano (MDC), onde o presidente venezuelano Nicolás Maduro está detido aguardando julgamento. O presidio fica no bairro do Brooklyn, em Nova York. Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram levados para Nova York no sábado, após serem capturados pelos militares americanos em Caracas. -  (crédito:  Adam Gray / Getty Images via AFP)
Centro de Detenção Metropolitano (MDC), onde o presidente venezuelano Nicolás Maduro está detido aguardando julgamento. O presidio fica no bairro do Brooklyn, em Nova York. Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram levados para Nova York no sábado, após serem capturados pelos militares americanos em Caracas. - (crédito: Adam Gray / Getty Images via AFP)

A prisão federal do Brooklyn, onde o presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, estão detidos desde o último sábado, é alvo de críticas por suas instalações antigas, problemas persistentes de acesso a atendimento médico, episódios de violência e uma supervisão deficiente.

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O juiz que preside o julgamento por narcotráfico contra Maduro e Cilia ordenou que ambos permaneçam nessa prisão até nova ordem. Antes deles, o local abrigou o ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, acusado de narcotráfico e indultado pelo presidente Donald Trump.

Entre outros detentos famosos, a prisão abrigou o rapper P. Diddy e Ghislaine Maxwell, cúmplice do magnata Jeffrey Epstein, que morreu atrás das grades.

Única prisão de Nova York para detentos à espera de julgamento ou transferência, o Metropolitan Detention Center (MDC) fica no sul da cidade e é uma das maiores prisões desse tipo nos Estados Unidos, com capacidade para cerca de 1.600 pessoas.

Durante um inverno rigoroso em 2019, o MDC sofreu durante uma semana um apagão que afetou os sistemas de calefação e eletricidade. No verão de 2024, dois detentos foram mortos a facadas por outros presos.

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Em março de 2025, a Justiça acusou 25 pessoas - detentos, colaboradores externos e um ex-guarda - em uma série de casos de contrabando e violência. Em várias ocasiões, juízes de Nova York criticaram a falta de acesso de detentos a atendimento médico, condições indignas e problemas de corrupção.

Recentemente, autoridades começaram a conduzir ao local pessoas em situação migratória irregular. "O MDC do Brooklyn é um desastre sombrio e desumano que não deveria ter lugar na aplicação das leis migratórias", declarou em agosto Daniel Lambright, assessor da União de Liberdades Civis de Nova York (NYCLU).

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AF
postado em 06/01/2026 07:41 / atualizado em 06/01/2026 07:44
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