PRIMEIRA MORTE

Quênia confirma primeiro caso e morte por ebola

Paciente havia contraído o vírus na República Democrática do Congo (RDC) e morreu dois dias após chegar de avião a Nairóbi

O secretário de Saúde do Quênia, Aden Duale, fala durante uma coletiva de imprensa em Nairóbi, em 6 de outubro de 2026. O Quênia registrou sua primeira morte por ebola, anunciou o ministro da Saúde em 6 de outubro de 2026, após um queniano que vivia na República Democrática do Congo morrer depois de retornar ao país. -  (crédito: SIMON MAINA / AFP)
O secretário de Saúde do Quênia, Aden Duale, fala durante uma coletiva de imprensa em Nairóbi, em 6 de outubro de 2026. O Quênia registrou sua primeira morte por ebola, anunciou o ministro da Saúde em 6 de outubro de 2026, após um queniano que vivia na República Democrática do Congo morrer depois de retornar ao país. - (crédito: SIMON MAINA / AFP)

Um queniano que vivia na República Democrática do Congo (RDC) morreu de ebola na segunda-feira (5/10), em um hospital público de Nairóbi. O caso foi confirmado pelas autoridades de saúde do Quênia nesta terça-feira (6/10) e representa o primeiro registro de infecção e também a primeira morte provocada pela doença no país.

Segundo o ministro da Saúde queniano, Aden Duale, o homem havia contraído o vírus cerca de um mês antes, ainda na República Democrática do Congo. Ele viajou de avião para Nairóbi no sábado (3) e morreu dois dias depois.

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Após a confirmação, as autoridades iniciaram o monitoramento das pessoas que tiveram contato com o paciente. Familiares e passageiros que estavam no mesmo voo serão colocados sob observação para identificar possíveis novos casos.

Duale afirmou que o governo ativou os protocolos de resposta para impedir que o vírus se espalhe no país. “Quero tranquilizar a população e evitar que se instale o pânico, porque todos os dispositivos estão ativos para limitar a propagação da doença”, declarou.

Surto na República Democrática do Congo

O caso no Quênia ocorre em meio a um novo surto de ebola na República Democrática do Congo. O país enfrenta a 17ª epidemia da doença e, segundo as autoridades citadas, já contabiliza cerca de 8,3 mil casos, dos quais aproximadamente 4 mil terminaram em morte.

A atual epidemia é considerada a mais mortal já registrada no país. A circulação da variante Bundibugyo também representa um desafio para o controle do surto, já que não há vacina disponível especificamente contra essa cepa.

Na segunda-feira (5/10), a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou para um aumento considerado preocupante no número de casos na região de Kivu do Norte, no leste da RDC. A área faz fronteira com Uganda, o que amplia a preocupação com a possibilidade de circulação do vírus para outros países da região.

O ebola é uma doença viral grave que pode provocar febre, fraqueza intensa, dores musculares, vômitos, diarreia e, em casos graves, hemorragias. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas.

Com informações da AFP

 

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postado em 06/10/2026 13:52 / atualizado em 06/10/2026 13:52
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