Na semana que antecedeu as eleições brasileiras, jovens começaram a relatar as experiências vividas sob governos de direita em seus países e a direcionar mensagens aos eleitores brasileiros. Nos vídeos, eles defendem a permanência de Lula no poder e argumentam que o resultado da eleição pode ter consequências que ultrapassam as fronteiras do Brasil.
As manifestações partiram de jovens de países como Argentina, Chile, Honduras, Equador e Costa Rica. Em comum, os relatos fazem referência às experiências políticas vividas em seus próprios países e apresentam a eleição brasileira como uma escolha acompanhada de perto por outros latino-americanos.
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Uma das mensagens resume esse sentimento: “Vocês ainda têm uma escolha que nós tivemos e estamos olhando para vocês”.
Em outro vídeo, uma internauta declara: “Lula da Silva é meu verdadeiro e único presidente”. Na publicação, ela indica estar em Bucaramanga, na Colômbia.
@jovenes.de.izquerda Vamos Brasil, ni un paso atrás y mucho menos a la derecha ???????????????????? #lula #brasil #elecciones #jovenesdeizquierda #Viral ? sonido original - Jóvenes de izquierda
Entre os vídeos que ganharam repercussão está o de Sofía Petro Alcocer, filha do ex-presidente colombiano Gustavo Petro. Ela declarou que considera o Brasil sua “segunda casa” e relatou experiências pessoais vividas no país.
Sofía contou, por exemplo, que recebeu atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) depois de sofrer uma lesão enquanto jogava futebol. Também afirmou ter se surpreendido ao perceber que filhos de trabalhadores e de famílias ricas frequentam as mesmas universidades públicas brasileiras.
A partir dessas experiências, a colombiana defendeu a continuidade de políticas públicas brasileiras nas áreas de saúde, educação e cultura. O relato também ganhou um tom de defesa da integração entre os países da região.
“Somos muitíssimos os que acreditamos que nosso continente não se vende”, afirmou. Ao final do vídeo, Sofía declarou apoio direto ao presidente brasileiro: “Viva América Latina livre. Viva, Brasil. E bora, Lula”.
As manifestações ocorrem às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, marcado para este domingo (4/10). A disputa é acompanhada também por eleitores e grupos políticos de outros países da América Latina, em meio à discussão sobre os rumos políticos da região.
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