
A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em nota pública divulgada neste sábado (4/4), oficializou sua permanência no partido Rede Sustentabilidade e colocou seu nome à disposição para disputar a segunda vaga para o Senado federal pelo estado de São Paulo. A pré-candidatura será viabilizada pela federação liderada pelo PSol, na qual a Rede está inserida, e prevê uma composição de chapa ao lado de Simone Tebet (PSB).
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A decisão de Marina reafirma seu compromisso direto com o campo político “democrático popular e sustentabilista”. No cenário eleitoral, sua atuação visa fortalecer as campanhas de Lula para a presidência e de Fernando Haddad para o governo de São Paulo.
A ativista ambiental justificou sua escolha como um esforço para consolidar um ecossistema partidário plural que inclua legendas como PT, PSB, PSol, PDT, PV e PCdoB, focando em pautas de justiça social, democracia e sustentabilidade.
Embora tenha decidido permanecer em seu partido, Marina destacou profundas divergências com a atual direção do partido. Entre os dados e fatos relevantes sobre a situação interna da legenda, o anúncio cita que o segmento “Rede Vive”, do qual a ex-ministra faz parte, obteve na Justiça a anulação do 5° Congresso Nacional do partido, que havia garantido maioria ao grupo político que atualmente comanda a sigla.
A nota menciona que a condução “antidemocrática” da atual gestão causou a saída de lideranças importantes, como o deputado federal Ricardo Galvão, as deputadas estaduais Marina Helou (São Paulo), Ana Paula (Minas Gerais) e Chió (Paraíba), além da vereadora Marina Bragante (São Paulo) e da presidente da Fundação dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana.
Marina encerra seu comunicado reforçando que a permanência na Rede é uma tentativa de “resgatar os princípios e valores” que fundamentaram a criação do partido. Ela ressalta que o estado de São Paulo tem um papel decisivo na manutenção do “coeficiente civilizatório” do país e que sua atuação buscará intensificar o debate público sobre o enfrentamento da mudança climática e a defesa da diversidade.

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