
Na abertura da sabatina à vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), nesta segunda-feira (13/4), na Câmara dos Deputados, o deputado Danilo Forte (PP-CE) centrou sua apresentação na defesa de uma Corte mais atuante, com maior integração ao Congresso Nacional e foco na transparência da execução orçamentária.
Ao longo do discurso, o parlamentar destacou que o TCU deve exercer papel estratégico como órgão de apoio ao Legislativo, contribuindo para aprimorar o controle dos gastos públicos. “O Parlamento precisa aprofundar o seu relacionamento com o Tribunal de Contas da União, que é um assessor desta Casa”, afirmou.
Forte também defendeu a necessidade de uma política orçamentária mais clara e eficiente. “Que nós tenhamos uma política pública orçamentária mais transparente”, disse, ao criticar a atual condução dos recursos públicos e a demora na execução de programas.
Segundo ele, a falta de agilidade no orçamento tem impacto direto na vida da população. “Falta agilidade no andamento das matérias orçamentárias que estão deixando de beneficiar milhares de brasileiros, como na área de hospitais e saneamento”, declarou.
O deputado ressaltou ainda que o Congresso precisa assumir um papel mais firme na fiscalização. “O Congresso Nacional não pode se amiudar, precisamos de mais clareza”, afirmou.
Durante a apresentação, Forte buscou afastar a disputa de aspectos políticos ou identitários, defendendo uma escolha baseada em critérios institucionais. “Isso não é questão de gênero ou partidária”, disse.
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Ao apresentar sua trajetória, o parlamentar destacou a experiência acumulada na área orçamentária desde que chegou à Câmara, em 2011, além da atuação anterior como servidor da Casa. Ele lembrou ter sido relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em duas ocasiões e apontou a criação das emendas impositivas como marco para o fortalecimento da autonomia do Legislativo.
Forte também criticou o que classificou como distorções na execução das emendas parlamentares e citou o volume de restos a pagar como um dos principais entraves do orçamento. Para ele, o TCU precisa atuar com mais independência e firmeza diante dessas questões. “Onde tem dinheiro público, tem que ter transparência e fiscalização”, afirmou.
Ao final, o deputado defendeu que o fortalecimento do Congresso está diretamente ligado à atuação do tribunal. “Se a gente tiver uma Câmara forte, com certeza nós teremos um TCU forte para responder às necessidades da vigilância do povo brasileiro”, concluiu.

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