O governo federal exonerou 16 ministros que pretendem concorrer no pleito de outubro. A desincompatibilização dos cargos é exigência da lei eleitoral. Com as mudanças, houve, também, o remanejamento de um ministro: André de Paula deixou a pasta da Pesca e Aquicultura para assumir a Agricultura e Pecuária, no lugar de Carlos Fávaro.
As exonerações ocorreram até essa sexta-feira. Os últimos a deixar os postos foram o vice-presidente da República Geraldo Alckmin, que comandava também o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e a deputada federal Gleisi Hoffmann, até então à frente da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.
Os agora ex-ministros deixaram as pastas um dia antes do fim do prazo de desincompatibilização para concorrer a mandatos. Gleisi é pré-candidata ao Senado pelo PT no Paraná, e Alckmin foi confirmado como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para buscar a reeleição.
Na quinta-feira, deixaram as funções Rui Costa (Casa Civil) e Jader Filho (Cidades). Ambos se desincompatibilizaram de ministérios para concorrer ao Senado e à Câmara dos Deputados, respectivamente. Na véspera, foi a vez de Márcio França, da pasta do Empreendedorismo.
"Sou grato pela oportunidade e pela confiança do presidente Lula, bem como pelo empenho e dedicação da incrível equipe da Casa Civil. Cumprimos nossa missão com muito orgulho e compromisso", postou Rui Costa nas redes sociais.
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Jader Filho postou um vídeo para falar da saída do ministério. "Trabalhamos muito, todos os dias. A moradia digna voltou a ser prioridade neste país. Dever cumprido, mas a missão continua", afirmou, em vídeo, agradecendo, também, ao presidente Lula.
Gleisi Hoffmann, por sua vez, destacou que começa "uma nova caminhada, encerrando oficialmente o período em que tive o privilégio de servir ao governo do presidente Lula". Ela listou realizações do Executivo e deu uma estocada em adversários. "Orgulho de ter estado ao lado do presidente Lula na defesa da democracia e da soberania nacional contra os traidores da pátria", disparou.
A maioria dos ministros exonerados foi substituída pelos seus antigos secretários-executivos, em um sinal de continuidade do governo na reta final de mandato. Foi o caso da Pesca, em que o ministro nomeado foi Rivetla Edipo Araujo Cruz, então secretário-executivo, o número dois na hierarquia da pasta.
As exonerações, publicadas ao longo desta semana, somam-se à saída de Fernando Haddad (PT) do Ministério da Fazenda, oficializada em 20 de março, para concorrer ao governo de São Paulo. Dario Durigan, ex-secretário-executivo da pasta, assumiu o comando do ministério, fazendo algumas trocas pontuais na equipe de secretários. (Com Agência Estado)
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