Um contrato revelado pelo site Intercept Brasil mostrou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuou como produtor executivo do filme Dark Horse, sobre a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com gestão sobre o dinheiro investido na produção.
O documento contraria uma fala do “03” dessa quinta-feira (14/5), quando disse que não exerceu “qualquer posição de gestão ou emprego no fundo” de Dark Horse e apenas cedeu os direitos de imagem para o longa-metragem.
Na quarta (13/5), o Intercept tinha revelado que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investiu no filme, sob mediação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
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Contrato do filme Dark Horse
O documento foi assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024 e o coloca como produtor executivo do filme, ao lado do deputado federal Mario Frias (PL-SP), e a GoUp Entertainment como empresa produtora.
Entre as atividades que cabem ao cargo de produtor executivo, o contrato destaca: “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.
Mensagens enviadas por Eduardo a Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Léo Dias, que atuou como mediador na relação entre a família Bolsonaro e Daniel Vorcaro, mostram que o “03” deu direcionamento no fluxo de recursos para o filme.
“O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos”, escreveu Eduardo.
Então, o ex-deputado propôs a "solução": "Enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?".
Ao site, a defesa de Mario Frias negou que Eduardo Bolsonaro foi produtor executivo de "Dark Horse" e destacou que ele “nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento cujo produto privado final é o filme”.
Advogado de Eduardo
O Intercept já havia mostrado anteriormente que ao menos parte do dinheiro investido por Daniel Vorcaro no filme foi para um fundo controlado por Paulo Calixto, advogado encarregado do processo de imigração de Eduardo aos Estados Unidos.
Após negociação com Flávio Bolsonaro, Vorcaro acertou o investimento de R$ 134 milhões em Dark Horse, mas transferiu de fato apenas cerca de R$ 61 milhões. Ao menos parte do dinheiro foi destinada ao Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas e controlado por aliados de Eduardo.
A Polícia Federal investiga se o dinheiro do banqueiro poderia ter custeado despesas do "03" nos EUA.
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