JUSTIÇA

Moraes deve decidir nesta semana sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar no condomínio Solar de Brasília

Permanência ou não da medida agora depende de avaliação de Alexandre de Moraes sobre novos elementos reunidos no caso -  (crédito:  Gustavo Moreno/STF.)
Permanência ou não da medida agora depende de avaliação de Alexandre de Moraes sobre novos elementos reunidos no caso - (crédito: Gustavo Moreno/STF.)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir nos próximos dias se prorroga a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cujo prazo inicial de 90 dias venceu na última quinta-feira (25/6). A previsão, conforme apurou o Correio, é que a decisão saia ainda nesta semana.

A permanência ou não da medida agora depende de avaliação do ministro sobre novos elementos reunidos no caso, entre eles a apreensão de uma arma, uma pistola Glock 9 mm, vinculada ao ex-presidente. O armamento foi apreendido durante blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, em Taguatinga, com um segurança do ex-presidente.

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A defesa de Bolsonaro contestou, em manifestação enviada à Corte no  sábado (27/6), a interpretação de que a existência da arma configuraria “falta grave”. Os advogados sustentam que não há elementos que vinculem diretamente o ex-presidente a eventual irregularidade e pedem a manutenção da prisão domiciliar em caráter humanitário, sob argumento de que seu estado de saúde ainda demanda cuidados contínuos.

O caso também conta com manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu que o STF aguarde a conclusão de um inquérito em andamento na Polícia Civil do Distrito Federal antes de tomar qualquer decisão definitiva sobre eventual descumprimento de medidas impostas a Bolsonaro. No documento, a PGR argumenta que ainda não há elementos suficientes para concluir que Bolsonaro descumpriu as condições impostas durante o cumprimento de sua pena.

Na terça-feira (23/6), a defesa já havia protocolado pedido formal para prorrogação da medida, acompanhado de relatório médico atualizado. O documento aponta que, embora o quadro clínico esteja “estável”, as condições de saúde do ex-presidente não estariam plenamente resolvidas, exigindo acompanhamento multidisciplinar e monitoramento constante.

“Tal estabilidade não representa resolução das enfermidades de base, mas resultado do controle clínico obtido mediante observância rigorosa das medidas terapêuticas instituídas”, afirmou o advogado Paulo Cunha Bueno, em manifestação pública nas redes sociais.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar no condomínio Solar de Brasília, em área nobre da capital federal. O benefício foi concedido em março deste ano em caráter humanitário.

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postado em 29/06/2026 11:28
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