DESTINAÇÃO DE RECURSOS

Valdemar nega recuo e defende atuação em emendas parlamentares

Presidente do PL afirma que apenas encaminhava demandas de municípios, rebate críticas de outros dirigentes partidários e diz que prática é comum entre legendas

"É uma prática comum. Quem nega isso é porque não está falando a verdade", declarou. - (crédito: Beto Barata/ PL)

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, negou ter mudado sua versão sobre sua atuação na destinação de emendas parlamentares e afirmou que seu papel sempre foi encaminhar demandas de municípios aos parlamentares da legenda. A declaração foi dada ao Correio nesta terça-feira (21/7), em meio às discussões sobre as investigações envolvendo a participação de dirigentes partidários na indicação de recursos públicos.

Questionado sobre a diferença entre entrevistas recentes, nas quais afirmou que a participação de presidentes de partidos na discussão sobre emendas seria uma prática comum, e a manifestação apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), em que sustenta que fazia apenas sugestões sem poder de decisão, Valdemar argumentou que não há contradição entre as posições.

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Segundo ele, o trabalho consistia em identificar as necessidades dos municípios e levar os pedidos aos parlamentares que possuíam disponibilidade de recursos. “Isso vai para a prefeitura que está precisando mais, que está precisando menos. Quem assina é o nosso líder”, afirmou.

Ao ser perguntado por que prefeitos e gestores municipais procuravam diretamente o presidente do partido se os líderes partidários tinham autonomia para aceitar ou rejeitar as indicações, Valdemar respondeu que atuava como uma espécie de interlocutor das demandas locais. Segundo ele, alguns deputados possuíam margem em suas emendas e poderiam destinar recursos para localidades em situação mais crítica.

“O município tem um posto de saúde sem dinheiro, sem condições de funcionamento. A gente pede para quem tem folga atender esse pessoal”, disse.

Valdemar também foi questionado sobre os critérios utilizados para encaminhar as solicitações. Segundo ele, a prioridade era dada a municípios com dificuldades financeiras e carência de serviços públicos básicos, especialmente na área da saúde.

O dirigente ainda rebateu declarações de presidentes de outras legendas que afirmaram não atuar da mesma forma na interlocução sobre emendas parlamentares. Para ele, a prática é comum no sistema político brasileiro.

 

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postado em 21/07/2026 13:29
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