
A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (4/8), mandados de busca e apreensão para apurar suposta prática do crime de lavagem de dinheiro entre os fatos investigados na Operação Sem Desconto, que apura os descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Maranhão.
Entre os alvos investigados nessa fase está o advogado Willer Tomaz. Dono do escritório Advogados Associados, é conhecido por sua forte influência política na capital federal, sendo próximo e até amigo pessoal de políticos, entre eles o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro, a quem costuma acompanhar em agendas e viagens privadas.
Outra figura proeminente de quem Willer é próximo, é o senador Weverton Rocha (PDT-MA), também investigado pela Operação Sem Desconto.
Em 2017, o advogado chegou a ser preso preventivamente pela Polícia Federal sob acusação de obstrução de justiça em desdobramentos da Operação Greenfield. Contudo, a denúncia contra ele foi rejeitada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) anos depois por falta de provas
As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.
O que diz a defesa
A defesa do advogado e empresário Willer Tomaz afirmou que ele não é alvo das investigações da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na manhã desta terça-feira (4/8), a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência de Tomaz.
Segundo a nota divulgada pela defesa, a diligência está relacionada à aeronave de propriedade de Willer Tomaz, utilizada, em caráter particular, pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA) em uma viagem. Os advogados sustentam que o empresário não é investigado no âmbito da operação e que não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes apurado pela Polícia Federal.
Ainda conforme a defesa, a aeronave foi disponibilizada de forma amistosa e sem qualquer relação com os fatos investigados. A nota também reforça que Willer Tomaz permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos que forem considerados necessários.
Por fim, a defesa reiterou a confiança na atuação dos órgãos de investigação e afirmou que o advogado mantém sua postura de colaboração com as autoridades durante o andamento das apurações.

Mariana Morais
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