
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro anunciará, nesta quarta-feira (5/8), o nome que ocupará a vaga de vice em sua chapa para as Eleições de 2026. O anúncio será feito na sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, no último dia do prazo para a definição das chapas.
Após a escolha do vice, o próximo passo será o registro da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve ser realizado até 15 de agosto. No anúncio do evento, a comunicação do presidenciável não deixa claro se o posto será ocupado por uma mulher ou homem.
Nas redes sociais, o pré-candidato afirmou que não divulgaria o nome do vice aos jornalistas que tentavam contato.
Respeito demais o trabalho da imprensa, que está me ligando sem parar. Mas a vice-presidência da minha chapa terá o nome divulgado só amanhã, ok?!
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) August 4, 2026
Tenho certeza que o Brasil gostará!
Rumo à vitória!
O anúncio acontece depois de uma série de especulações e negativas à campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonar. O "sonho de consumo", conforme o próprio Flávio descreveu, seria a senadora Teresa Cristina, que chegou a aceitar o convite, mas o mesmo foi barrado pelo PP. A legenda anunciou neutralidade para a Presidência da República.
No início da semana, Flávio adimitiu que existia a possibilidade de vencer a resistência do partido reduziu bastante, mas que até o prazo final, existiria espaço para a uma definição. "Tem ainda dois dias, mas eu acho que a chance diminuiu bastante", frisou, em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Outro nome que circulou nas conversas foi o da deputada federal Simone Marquetto (PP-SP). Ao Correio, a parlamentar confirmou que permanece à disposição para integrar uma chapa presidencial, mas ressaltou que a decisão não depende dos possíveis indicados. "Agora a gente está mais na mão do Ciro Nogueira. O Flávio pode chamar, mas, se o Ciro não quiser, não adianta", frisou, numa menção ao presidente nacional do PP.
De acordo com Simone, qualquer composição depende do aval da executiva nacional. "Tem muitas pessoas, inclusive do movimento da Igreja Católica, que defendem uma representante desse segmento na chapa. Eu estaria à disposição, mas não depende da gente. Depende muito mais da decisão do presidente nacional."
A deputada também confirmou que não disputará novo mandato na Câmara em 2026. "Já tomei essa decisão no ano passado. Meu perfil é mais de Executivo. Agora vou concluir o mandato e depois decidir os próximos passos."

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