
A advogada e candidata à Presidência da República Clariana Barão (Democracia Cristã) afirmou, durante a sabatina do Correio, nesta terça-feira (25/8), que seu eventual governo terá duas frentes de atuação voltadas à população idosa, que representa 23% do eleitorado brasileiro. A sabatina é realizada em parceria com a Anfip, a Fenat, a Febrafite e a Unafisco Nacional.
Em conversa com as colunistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos, a candidata detalhou que pretende dialogar com a população idosa e com aqueles que cuidam dela. Para Barão, a primeira frente de atuação deve ser a capacitação das famílias.
“A maior parte dos idosos não é atendida em hospitais; o primeiro cuidado vem de quem cuida, que geralmente é a filha ou a neta. Hoje em dia, temos um número muito alto de crianças que são investidas da obrigação de cuidar, por exemplo, dos avós. Nós temos de capacitar toda uma comunidade para fazer o atendimento adequado a esses idosos, para que possam envelhecer de maneira digna”, destacou.
Questionada sobre seu posicionamento político, Barão respondeu que é “do Brasil”. Para ela, há muito tempo, as pessoas no país perderam a noção de que a política é um instrumento para fazer o bem. Segundo a candidata, a política deve servir ao social e ao cuidado.
“Hoje em dia, não digo nem polarização, mas sim guerrilha. Temos dois lados dessa guerrilha. Se o lado A está no poder, segrega-se absolutamente o lado B. Se o lado B está no poder, segrega-se absolutamente o lado A, como se não houvesse boas ideias dos dois lados. Existem boas ideias de ambos os lados que são desprezadas pela ideologia que se tornou a política. Não há mais um olhar para o Brasil, há apenas a defesa das causas próprias e das próprias ideologias”, afirmou.
A advogada considera a fiscalização e a prestação de contas princípios inafastáveis no que tange às emendas parlamentares. Ela não é contra as emendas, mas acredita que elas devem se basear em três pilares.
“O primeiro é a finalidade: a emenda tem de atender à dor daquela região, não a um show ou privilegiar o que quer que seja. Tem de atender à dor daquela região. Então, a emenda precisará ter uma finalidade clara. Atrelado a isso, deve haver transparência. Por que não trabalhamos com transparência? É dinheiro público. O dinheiro não é do governo. O governo não tem uma máquina de fazer dinheiro; o dinheiro é nosso. Tem de haver transparência e prestação de contas para o cidadão”, declarou.
De acordo com a presidenciável, para combater a corrupção, é necessário garantir efetividade às leis. Segundo ela, as pessoas hoje têm um senso de impunidade muito grande. Elas não acham que a pena as alcançará, e isso alimenta o instinto e o afã de corrupção.
“Nós precisamos trazer para as pessoas a certeza de que a pena alcançará o cidadão. Acho que essa é a primeira medida. Investigou, está errado, pune. Pune mesmo. Temos de mostrar que a punição funciona. Esse é o primeiro ponto crucial: essa sensação. Veja os processos de corrupção: eles tramitam por anos até que prescrevem. Os parlamentares não têm medo de responder a processos de corrupção porque eles tramitam por anos até prescreverem”, frisou.
Veja a sabatina na íntegra:
*Estagiário sob supervisão de Rafaela Gonçalves
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