
As novas revelações envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro podem contaminar a agenda de votações do Senado e dificultar o avanço da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e de outras pautas prioritárias para o governo. Um interlocutor do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que o ambiente político provocado pelos novos fatos pode afetar o cronograma desta semana.
O Congresso realiza um esforço concentrado nesta semana, considerado estratégico pelo governo para acelerar a análise de propostas prioritárias em meio ao período eleitoral. Entre as matérias está a PEC que prevê o fim da escala 6x1.
A base governista articula acelerar a tramitação da proposta e pretende levá-la ao plenário do Senado nesta quarta-feira (2/9). Para isso, busca aprovar um requerimento de calendário especial, de autoria da senadora Eliziane Gama (PT-MA), que permitiria encurtar o intervalo entre as etapas de análise.
Antes, a PEC precisa ser apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde está na pauta. Para o relator da proposta na comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), as discussões envolvendo Moraes e Vorcaro não têm relação com a tramitação da matéria.
O senador questionou a possibilidade de a crise ser usada como justificativa para alterar a agenda do Senado e citou como exemplo a indicação do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco ao Tribunal de Contas da União (TCU). Para Aziz, não haveria razão para vincular as discussões sobre o STF à votação da proposta que reduz a jornada de trabalho.

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