Crise no STF

CNBB pede respeito à lei e equilíbrio entre Poderes após crise no STF

Em nota, entidade afirma que apuração de eventuais irregularidades deve garantir independência, transparência, direito de defesa e devido processo legal

Segundo a CNBB, a defesa das instituições democráticas não deve impedir a investigação de possíveis falhas -  (crédito: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
Segundo a CNBB, a defesa das instituições democráticas não deve impedir a investigação de possíveis falhas - (crédito: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira (10/9) uma nota sobre os recentes acontecimentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e outras instituições da República. No documento, a entidade defende o respeito à lei, à separação dos Poderes e às garantias previstas no Estado Democrático de Direito.

A CNBB afirma que a autoridade deve estar voltada ao serviço da pessoa humana e destaca, com base na Doutrina Social da Igreja, que todos estão submetidos à lei. Para a entidade, a independência e o equilíbrio entre os Poderes são necessários para a preservação da justiça, da liberdade e da paz social.

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Segundo a CNBB, a defesa das instituições democráticas não deve impedir a investigação de possíveis falhas. A entidade afirma que as instituições são fortalecidas quando os fatos são investigados com independência, imparcialidade e transparência, respeitando o devido processo legal.

A nota também ressalta que ninguém deve estar acima da lei, mas que nenhuma pessoa deve ser previamente condenada sem direito de defesa e sem as garantias constitucionais. “A verdade não enfraquece as instituições. Quando buscada com justiça, transparência, humildade e respeito à lei, fortalece-as e fortalece a própria democracia”, conclui a nota.

O documento é assinado pelos quatro integrantes da Presidência da CNBB. Dom Jaime Cardeal Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da entidade, Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Goiânia (GO) e primeiro vice-presidente, Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, arcebispo de Olinda e Recife (PE) e segundo vice-presidente e Dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral.

 

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postado em 10/09/2026 18:04
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