Dark Horse

Lindbergh pede a Dino bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro

Deputado cita mais de R$ 70 milhões atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento do filme "Dark Horse"

Deputado Lindbergh Farias apresentou pedido no último sábado (12/9)
 -  (crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Deputado Lindbergh Farias apresentou pedido no último sábado (12/9) - (crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), o bloqueio de bens e valores do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

O pedido foi feito no último sábado (12/9) e, segundo o documento, tem como objetivo garantir a reparação dos recursos públicos envolvidos nos financiamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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O deputado sustenta que o bloqueio deveria alcançar os repasses “até aqui identificados nas apurações, cujo somatório supera R$ 70 milhões” atribuídos a Vorcaro para a produção do filme.

A representação cita ainda o repasse de US$ 1,66 milhão identificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Havengate Development Fund, fundo americano que administrava recursos da produção do filme. Tal montante teria elevado o total destinado por Vorcaro ao filme de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões.

“O que se registra, com a cautela que o momento processual impõe, é a existência de elementos objetivos que justificam a apuração da existência, da natureza e da extensão do vínculo financeiro (...) com o Fundo no exterior, sob a aparente gestão de Eduardo Bolsonaro, para onde foram destinados os recursos”, aponta.

O documento ainda cita a Operação Make Up, deflagrada em setembro deste ano, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme do ex-presidente.

“A decisão cita, ainda, emendas no valor de R$ 1,1 milhão destinadas a outra entidade presidida pela mesma pessoa, sem execução financeira comprovada, e transferência direta, no valor de R$ 645 mil, realizada por parlamentar de conta pessoal em favor da produtora durante o período de gravações”, completa.

Vale lembrar que Flávio Dino é relator do caso que discute regras para o funcionamento de cemitérios privados em São Paulo e envolve apurações correlatas a interesses de fundos ligados ao Banco Master.

No último domingo (13), o ministro retirou o sigilo dos documentos da Polícia Civil de São Paulo relacionados ao financiamento de “Dark Horse”.

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postado em 16/09/2026 13:20 / atualizado em 16/09/2026 13:20
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