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Veja como presidenciáveis reagiram ao julgamento do STF: "Teatro"

Julgamento ocorreu na terça-feira (15/9) e terminou sem definição, após um pedido de vista do ministro Flávio Dino

Os presidenciáveis criticaram o encerramento do julgamento sem definições e defenderam que a Corte dê andamento aos trabalhos -  (crédito: Ricardo Stuckert, Minervino Junior/CB/D.A.Press e Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press)
Os presidenciáveis criticaram o encerramento do julgamento sem definições e defenderam que a Corte dê andamento aos trabalhos - (crédito: Ricardo Stuckert, Minervino Junior/CB/D.A.Press e Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press)

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou sem definição na terça-feira (15/9) a sessão que definiria o futuro do ministro Alexandre de Moraes. Com um pedido de vista do ministro Flávio Dino, foi adiado o julgamento que indicaria a abertura ou não de uma investigação sobre uma ligação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. 

Presidenciáveis criticaram o encerramento do julgamento sem definições e defenderam que a Corte dê andamento ao julgamento. Também usaram as redes sociais para trocar acusações e relacionar o adiamento da análise sobre Moraes a desejos dos candidatos ligados ao campo da direita e esquerda. 

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O presidente Lula, candidato à reeleição, comentou sobre o julgamento em entrevista à Record na noite de ontem e ao DL Show (Desce a Letra Show), no YouTube, nesta quarta-feira (16)

Ele defendeu uma investigação rigorosa dos ministros do Supremo suspeitos de estarem envolvidos com Vorcaro. 

“O (presidente e ministro Edson) Fachin tem a faca e o queijo na mão para saber quem fez o quê na Suprema Corte. E quem fez tem de ser julgado e punido”, afirmou. "Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte", completou. 

Lula também defendeu mudanças no Judiciário, com discussões sobre os mandatos dos magistrados, novos critérios para indicações e definições para que parentes de ministros não atuem na Corte. 

“Acho que temos que ter uma reforma profunda no Poder Judiciário, em que a gente discuta o tempo de mandato, critério de escolher o candidato, como a pessoa pode ser escolhida, e tem que ter uma coisa clara: quem for ministro não pode ficar rico”, enfatizou. 

Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio se manifestou sobre o julgamento durante ato de campanha em Fortaleza (CE). Ele buscou relacionar o adiamento do julgamento à “tropa de choque do Lula no Supremo”, se referindo ao pedido de vista do ministro Flávio Dino, indicado pelo líder petista à Corte em 2023.

No entanto, o candidato considerou que a sessão foi um “alento” e “deu esperança para o povo brasileiro”, tendo em vista que indica para um julgamento de Moraes. “Minha leitura é que acaba sendo positivo, apesar de algumas intempéries, de uma tentativa de blindagem do Alexandre de Moraes”, comentou. 

Augusto Cury (Avante)

Nas redes sociais, Cury disse que a sessão não foi um julgamento, mas um “teatro”. Ele classificou o pedido de vista como uma “vergonha”, adiamento da justiça, e o relacionou a desejos dos seus adversários Flávio Bolsonaro e Lula. 

“Pode ser que vão deixar debaixo do tapete o problema para depois das eleições”, criticou. “E os dois grupos dos meus adversários que estão na frente simplesmente não querem uma solução com um julgamento justo, isento, sério até o dia 4 de outubro”, afirmou. Cury aparece em terceiro lugar nas pesquisas.

Renan Santos (Missão)

Nas redes sociais, Renan avaliou o adiamento do julgamento como uma “pizza horrorosa”. “Isso aqui virou um 'não país'”, completou. Em live com o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), o presidenciável criticou a atuação dos ministros do STF e disse que Corte está “destruindo” o país.

"Se isso aqui fosse um jogo de futebol, o (ministro Flávio) Dino é o ‘player of the match’ (homem do jogo, em inglês), mas isso aqui é a pizza, estão destruíndo seu país”, afirmou. Ele também criticou a postura do presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin.

Ronaldo Caiado (PSD)

Caiado avaliou, nas redes sociais, que o julgamento foi um “espetáculo de horror” que equivale a “um dos golpes mais severos” à democracia e que tirou “a dignidade” dos ministros.

“A democracia brasileira sofreu ontem um dos golpes mais severos, e muitos ainda não têm dimensão da gravidade do que está acontecendo. O espetáculo de horror transmitido ao vivo nos tirou qualquer resto de dignidade daqueles que deveriam proteger a Constituição”, escreveu. “A sessão no STF expôs o limite do insustentável, e não podemos nos calar diante do que vimos hoje”, completou.

Romeu Zema (Novo) 

Zema, por sua vez, manteve as críticas ao STF e comentou que “intocável protege intocável” nas redes sociais. “Tá rolando um surto de amnésia nessa sessão de hoje. Todo mundo é vítima, todo mundo é santo, e ainda agem como grandes injustiçados. A toga é preta porque assim a sujeira não incomoda. comigo isso acaba, chega de intocáveis”, escreveu o ex-governador de Minas Gerais.

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postado em 16/09/2026 11:51 / atualizado em 16/09/2026 15:13
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