O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu recentemente que a ausência do cadastro biométrico não impedirá o eleitor de votar nas eleições de 2026, contanto que seu título esteja regular. A notícia traz à tona a longa jornada do sistema eleitoral brasileiro, que evoluiu da cédula de papel à identificação digital em uma busca constante por mais segurança e transparência no processo democrático.
Até meados da década de 1990, votar no Brasil era uma experiência completamente diferente. O eleitor recebia uma cédula de papel, marcava o nome ou o número de seu candidato e a depositava em uma urna de lona. A apuração era um processo manual, lento e que abria margem para diferentes tipos de fraudes, como o preenchimento de várias cédulas por uma só pessoa.
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A grande virada tecnológica ocorreu com a implementação da urna eletrônica, utilizada pela primeira vez em 1996 e expandida para todo o país nos anos seguintes. A inovação trouxe agilidade e uma camada extra de segurança para a votação e a apuração, tornando a divulgação dos resultados muito mais rápida e confiável.
Como funciona a biometria eleitoral
A biometria representa mais um avanço significativo nesse percurso. Trata-se da identificação do eleitor por meio de características físicas únicas, principalmente as impressões digitais. O objetivo é criar um vínculo inequívoco entre o cidadão e seu título, garantindo que ninguém possa votar no lugar de outra pessoa.
O cadastramento biométrico começou de forma gradual no país a partir de 2008, priorizando municípios selecionados e avançando a cada ciclo eleitoral. O procedimento é realizado diretamente nos cartórios eleitorais, onde são coletadas as digitais de todos os dedos, uma fotografia do rosto e a assinatura digitalizada do eleitor.
Apesar do esforço para registrar toda a população, o sistema foi desenhado para ser inclusivo. Por isso, o TSE reforça que a falta do cadastro não é um impedimento para votar. Quem estiver com a situação eleitoral em dia, mas ainda não tiver a biometria coletada, poderá exercer seu direito ao voto apresentando um documento oficial com foto, como já acontece tradicionalmente.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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