
Romeu Zema (Novo) descartou a possibilidade de abandonar a corrida presidencial antes da votação e afirmou que pretende levar a candidatura até o último momento. A declaração foi dada ao portal Plox, em Ipatinga (MG), após o candidato ser questionado sobre um suposto pedido do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) para que deixasse a disputa em favor de Flávio Bolsonaro (PL).
Zema não confirmou se recebeu o pedido de Nikolas. Em vez disso, afirmou que a candidatura está ligada a compromissos assumidos com o partido e com os apoiadores e disse que não costuma abandonar disputas antes do fim.
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“Irei até o último minuto. Tenho compromisso com o meu partido, com os meus apoiadores [...] e comigo mesmo. Eu nunca desisti de nada. Eu acho que você sair de campo antes do juiz apitar é meio esquisito”, afirmou.
O candidato disse que pretende usar os últimos momentos da campanha para continuar apresentando as propostas do Novo. Segundo ele, a decisão de permanecer na disputa também está relacionada à defesa dos princípios e valores que apresentou durante a campanha. “Nós estamos aí na reta final da campanha presidencial. Eu tenho compromissos assumidos com o meu partido, com muitos apoiadores e eu sempre levei tudo até o final”, disse.
Em outro trecho da entrevista, Zema falou sobre a possibilidade de uma união entre partidos e grupos da direita caso haja segundo turno. Ele afirmou acreditar que esses setores estarão juntos contra o PT. “Então irei até a reta final e tenho certeza que, no segundo turno, nós da direita estaremos todos juntos contra o PT”, declarou.
Apoios a Flávio Bolsonaro
Zema também foi questionado sobre apoiadores que passaram a declarar voto em Flávio Bolsonaro. O candidato afirmou que não vê esse tipo de movimentação como algo incomum e lembrou que alianças políticas podem variar de acordo com o estado. “Eu encaro isso, com muita naturalidade [...] Em política, esse tipo de questão é extremamente comum”, afirmou.
Como exemplo, Zema citou o PSD e partidos que integram o chamado Centrão. Segundo ele, essas legendas podem apoiar candidatos de grupos diferentes dependendo do estado.
“Nós temos aí, inclusive, o Centrão, o PSD, que, por incrível que pareça, em alguns estados apoia o PT, em outros estados apoia o PL. Então dá para ver que as coisas não são tão preto no branco na política. Depois que eu entrei, eu vi que tem muitas zonas cinzentas.”
A declaração de Zema mantém a candidatura do Novo na disputa presidencial até a votação, apesar das movimentações de parte do eleitorado e de aliados da direita em torno de outros nomes.
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