
O candidato do Missão, Renan Santos, foi às redes sociais nesta sexta-feira (9/10) para criticar a pressão pelo apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Entre os candidatos da direita derrotados no primeiro turno das eleições de 2026, ele é o único que ainda não aderiu publicamente à campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no segundo turno.
“Teve gente que foi atrás de gente dentro do MBL, dentro do partido Missão, para tentar fazer um convencimento, para tentar rachar a gente”, afirma em vídeo. “Eu não sou empurrado por nenhum efeito manada. Ninguém me conduz, ninguém conduz nosso grupo. Eu criei o nosso grupo para ser independente”.
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O político também afirmou que o bolsonarismo “virou dono da direita” e questionou a cobrança por um posicionamento no segundo turno. “É impossível ganhar uma eleição no campo da direita sem ser bolsonarista”, declarou.
Renan disse ainda que, durante a campanha, foi chamado de “esquerdista” e “comunista”, mas que passou a ser tratado como representante da direita após o resultado do primeiro turno. Para ele, a mudança de percepção veio acompanhada de uma cobrança por apoio a Flávio Bolsonaro.
“Me chamaram de esquerdista e comunista a campanha toda. Chega o segundo turno, agora sou direitista. Agora, tenho obrigações com a direita. Que conversa é essa?”, questionou. O candidato também afirmou que suas propostas são “muito mais à direita” do que as do senador.
No vídeo, Renan declarou ainda que não havia fechado apoio a nenhum dos candidatos que disputam o segundo turno. “Eu não estava fechado com ninguém. Eu estava fechado com a minha dignidade e com a dignidade de quem me acompanha”, afirmou. O candidato acrescentou que seus seguidores sabem o que fazer na etapa final da disputa, mas disse que não pretende se expor em brigas ou participar de campanhas de apoio.
Renan Santos recebeu 2.675.887 votos, o equivalente a 2,24% do total, e terminou a disputa na quarta colocação. Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), ele entrou na corrida presidencial com uma agenda de direita e a proposta de construir uma identidade política própria, distinta do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao longo da campanha, o candidato procurou demarcar diferenças tanto em relação ao PT quanto ao bolsonarismo.
*Com informações da Agência Estado
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