
A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em parecer enviado na noite desta terça-feira (13/10), o procurador-geral Paulo Gonet concluiu que o Supremo Tribunal Federal (STF) não havia elementos suficientes que justificassem a suspensão.
“A qualificação negativa do comportamento das autoridades policiais, para acarretar a drástica medida de afastamento, precisaria estar acompanhada de evidências da participação imprópria em atos ilícitos, o que, com a vênia devida, não se logrou estampar na decisão impugnada”, diz o parecer, assinado também pelo vice-PGR, Hildebrando Chateaubriand, e por dois subprocuradores-gerais da República, Antônio Teixeira e André Ramos.
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Na última quinta-feira (08), o ministro André Mendonça determinou que Andrei e o diretor de inteligência da PF, Leandro Almada, fossem afastados dos cargos sob a justificativa de que estariam participando do monitoramento ilícito de autoridades, entre elas integrantes do Judiciário, e da produção de relatórios de inteligência.
Mendonça se manifestou no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes financeiras do ex-banqueiro e dono do antigo Banco Master, Daniel Vorcaro.
No entanto, na sexta-feira (09), o ministro Flávio Dino ordenou a reintegração dos dois. Mais tarde, o presidente do Supremo, Edson Fachin, suspendeu as duas decisões e manteve o diretor-geral no cargo até a deliberação do plenário.
A Procuradoria-Geral da República afirmou que não há evidências de vigilância pessoal ou de monitoramento nas informações reunidas no caso.
"Não se encontra no apanhado dos relatórios evidência de vigilância pessoal, nem de acompanhamento de deslocamentos, interceptação de comunicações, acesso clandestino a dados privados ou qualquer técnica voltada a perscrutar fatos da vida do relator. A decisão sob exame tampouco fornece indicação de condutas dessa natureza", diz o parecer.
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