
O jornalista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, manifestou seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou diretamente Jair Bolsonaro e seu filho, o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Em uma publicação nas redes sociais, feita neste sábado (24/10), véspera das votações de 2º turno, Assange relembrou os 1.901 dias que passou preso no Reino Unidos, destacou a atuação de Lula em defesa de sua liberdade e acusou Bolsonaro de omissão.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Julian Assange fundou o WikiLeaks em 2006, a plataforma é uma organização sem fundos lucrativos que publica documentos confidenciais, vazamentos e informações sigilosas recebidos de fontes anônimas. O sistema ficou conhecido em 2010, quando divulgou um vídeo que exibia soldados norte-americanos executando 18 civis de um helicóptero no Iraque.
Em 2029, Julian foi preso sob 18 acusações pelos EUA, a maioria baseada na Lei de Espionagem americana, devido a publicação de milhares de documentos militares e diplomáticos sigilosos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão. Ele ficou detido por 5 anos em uma prisão de segurança máxima britânica.
- Leia também: Lula e Flávio encerram campanhas neste sábado, confira as agendas
- Leia também: Exército do Lula chega a 10 milhões de inscritos no WhatsApp
- Leia também: Assange se declara culpado como parte de acordo com a justiça dos EUA
Em sua publicação, Assange conta que o presidente Lula lutou pela sua liberdade, tanto fora quanto dentro do poder. Ele conta que, na época, Lula se encontrou com sua família e discutiu a perseguição com o Papa Francisco, que ofereceu apoio humanitário e político ao longo do processo.
“Depois da minha libertação, Lula e eu nos encontramos em Roma para lamentar a morte do Santo Padre. Lula foi gentil com meus filhos e não pediu nada em troca”, disse Assange.
Em contraste, conta Assange, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em poder na época de sua prisão, não fez ou disse nada sobre a situação. Ele acusa o ex-presidente e seu filho de serem “entreguistas” que aceitam ordens estrangeiras. “Sem a capacidade de dizer não a Washington e a Tel Aviv, não pode haver política interna, apenas ordens estrangeiras”, diz Assange.
Junto a mensagem, Julian publicou uma foto de sua família ao lado do presidente Lula e da primeira-dama Janja da Silva.
Lula vs. Bolsonaro: I was held in solitary confinement for 1,901 days for revealing the truth about the U.S. government's killings and espionage, including against Brazil and its industries. Out of power, Lula fought for my freedom. In power, Lula discussed my persecution with Pope Francis, who decided to meet with my family and offer help. After my release, Lula and I met in Rome to mourn the Holy Father's passing. Lula was kind to my children and asked for nothing in return. In contrast, Jair and Flávio Bolsonaro did nothing and said nothing. Yet without the ability to say no to Washington and Tel Aviv, there can be no domestic policy, only foreign instructions. Those orders are always the same: "Expand our theft of resources and wages, and keep your mouths shut about us murdering children." Sellouts will surrender everything in exchange for a cut, even their own tongues.
— Julian Assange (@JulianAssange) October 24, 2026
Saiba Mais
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política