
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (26/10), que foi intimado pela Polícia Federal a entregar os seus passaportes. Segundo o senador, os agentes o encontraram após uma visita ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília (DF).
Flávio disse ainda que vai contestar o resultado das eleições presidenciais e pedir a cassação da chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Derrotado no segundo turno, o senador questionou a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e acusou o adversário de abuso de poder político e econômico. “Então, eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu”, declarou. Flávio também agradeceu aos quase 60 milhões de brasileiros que, segundo ele, votaram em sua candidatura.
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No pronunciamento, o senador voltou a criticar a decisão de estender a votação até as 19h em locais onde o procedimento ainda não havia sido encerrado. Ele afirmou que a medida precisa ser esclarecida e questionou seus possíveis efeitos sobre o resultado. Flávio também acusou o governo petista de utilizar recursos públicos para influenciar a disputa, alegação que apresentou sem detalhar, no vídeo, os elementos que sustentariam o pedido de cassação. “Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”, afirmou.
Intimado a entregar passaportes
Flávio também relatou que visitou o pai, Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira. Segundo ele, ao deixar a residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, encontrou agentes da Polícia Federal e foi intimado a entregar seus passaportes. O senador afirmou ainda que está proibido de deixar o país por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. De acordo com seu relato, a decisão se baseou em uma declaração atribuída a Eduardo Bolsonaro, feita em 23 de outubro, sobre a possibilidade de Flávio deixar o Brasil caso perdesse a eleição.
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O senador negou que tivesse planos de sair do país e classificou a medida como uma tentativa de intimidação. “Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, declarou. Flávio também questionou se a decisão teria motivação política.
Ao final, Flávio anunciou que pretende articular a oposição no Congresso Nacional, reunindo deputados e senadores para definir uma estratégia de atuação contra o próximo governo Lula. O senador afirmou que o grupo pretende utilizar as bancadas na Câmara e no Senado para se contrapor às propostas do Executivo. “Para resistir ao caos, eu vou organizar a oposição”, disse. O parlamentar encerrou o pronunciamento afirmando que não pretende abandonar a atuação política após a derrota presidencial.
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