OPERAÇÃO

Operação Unha e Carne: PF mira rede de bens de luxo e offshores

Nova etapa autorizada pelo STF cumpre mandados no Rio e apura esquema com aeronaves, mansões e empresas usadas para ocultar patrimônio milionário

As apurações revelaram uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas, a qual era controlada por integrantes do grupo investigado -  (crédito: Divulgação/PF)
As apurações revelaram uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas, a qual era controlada por integrantes do grupo investigado - (crédito: Divulgação/PF)

A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira (29/10), no Rio de Janeiro. A ação tem o objetivo de apurar a atuação de uma organização criminosa com ramificações voltadas à lavagem de dinheiro, à ocultação patrimonial e à utilização de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores.

Agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão em endereços situados na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Leia Mais

  • PF e CGU deflagram 3ª fase de operação que mira esquema bilionário de fraude em licitações

  • PF cumpre mandados no DF e em outros estados contra fraudes e corrupção

  • MPF e PF deflagram operação contra o contrabando de gado no Sul do país

As buscas ocorrem em salas comerciais apontadas como estruturas operacionais e administrativas do grupo investigado. As equipes também atuam em um imóvel residencial vinculado a um dos principais operadores identificados nas apurações.

A finalidade das medidas é arrecadar documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e demais elementos de prova relacionados à investigação.

Desdobramentos da investigação

A atual etapa da Operação Unha e Carne decorre da análise de fatos identificados após a deflagração da quinta fase. As informações foram obtidas no aparelho celular apreendido com um dos investigados.

Esses dados revelaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais. Conforme os autos, tais instrumentos eram supostamente utilizados pelo grupo criminoso na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros.

Os levantamentos apontaram indícios da existência de uma rede patrimonial mantida pela organização. A estrutura identificada integra:

  • imóveis de alto padrão;

  • aeronaves executivas;

  • veículos de luxo;

  • empresas registradas em nome de parentes, colaboradores e terceiros.

As companhias estavam registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo central investigado. Apesar desse registro, as pessoas jurídicas permaneciam sob a administração direta de integrantes da própria organização criminosa.

Estratégias de dissimulação

Os policiais constataram a utilização recorrente de dinheiro em espécie e movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível. O grupo também empregava empresas nacionais e firmas estrangeiras sediadas em jurisdições de tributação favorecida.

A apuração da PF também indicou a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais. Essas organizações atuavam para permitir a desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

  • Google Discover Icon
postado em 29/10/2026 07:44 / atualizado em 29/10/2026 07:45
x