A checagem prévia do local de votação é recomendada para quem vai às urnas no dia 25 de outubro. A Justiça Eleitoral realizou ajustes pontuais de endereço em seções eleitorais em todo o país para o 2º turno das Eleições 2026, com foco em conforto e segurança.
As alterações atingiram 4.352 das 499.248 seções eleitorais brasileiras até a sexta-feira (16), o que representa 0,87% do total. Os ajustes se concentraram em estados com colégios eleitorais expressivos:
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São Paulo: 982 seções alteradas;
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Minas Gerais: 514 seções;
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Rio de Janeiro: 431 seções;
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Bahia: 312 seções.
Motivos das mudanças
As decisões atendem a dois fatores centrais: intempéries climáticas e proteção da integridade física de eleitores e mesários. Ocorreram transferências preventivas para instalações vizinhas devido a danos por chuvas, reformas não concluídas em escolas, manutenções emergenciais e perda de acessibilidade ou de energia elétrica.
No município de Confresa, em Mato Grosso, chuvas fortes e ventos registrados em 9 e 10 de outubro destelharam uma escola municipal e provocaram infiltrações. Um laudo de engenharia emitido em 11 de outubro recomendou a interdição preventiva imediata do prédio, forçando a transferência das seções para um imóvel vizinho.
Decisão das zonas eleitorais
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclarece que as alterações não ocorrem de forma centralizada pela corte. Cada zona eleitoral define as mudanças conforme a realidade local e a infraestrutura disponível. A transferência de prédio não reduz o número de seções nem causa prejuízos ao eleitor.
A votação no 2º turno tende a ser mais rápida, pois a escolha abrange apenas presidente e, em seis estados e no DF, governador. Para conferir o endereço atualizado, o eleitor deve acessar o aplicativo e-Título ou a opção Autoatendimento Eleitoral no Portal do TSE, onde as alterações dos cartórios constam em tempo real.
Monitoramento climático
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, criou a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026. O grupo monitora tempestades, secas e desastres naturais que ameacem rotas e locais de votação.
A operação atua diariamente em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Defesa Civil e Forças Armadas.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
