
O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros, que estava previsto para começar nesta segunda-feira (23/3), foi adiado após a defesa abandonar o II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
Aguardando o julgamento em liberdade desde 2022, os réus, acusados pela morte do menino Henry Borel, respondem por homicídio triplamente qualificado, acusações de tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Henry, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021, após dar entrada já sem vida em um hospital da Barra da Tijuca, na zona Oeste do Rio. O caso ganhou repercussão nacional pelas circunstâncias da morte e pelos indícios de violência.
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Abandono da defesa
O advogado e assistente de acusação, Cristiano Medina, afirmou, na chegada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que já havia a expectativa de uma tentativa da defesa de adiar o julgamento.
O argumento da defesa é que houve separação indevida do processo, possível manipulação de provas e falta de acesso ao conteúdo de um notebook utilizado pela assistência de acusação. Além disso, afirma que o pai da vítima, Leniel Borel, teria passado por uma espécie de “filtragem prévia”.
Mesmo com os questionamentos, o tribunal decidiu manter o andamento da sessão. A juíza rejeitou os argumentos e explicou que as conversas citadas já estavam incluídas no processo por meio de outro celular, que foi analisado anteriormente.
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Assim, o julgamento seguiu com o Conselho de Sentença formado, composto por seis mulheres e um homem. A dinâmica previa, primeiro, a escuta das testemunhas da acusação, depois as da defesa e, por último, o interrogatório dos réus.
Após não conseguir suspender o julgamento, a defesa de Jairinho deixou a sessão, o que impediu a continuidade do julgamento naquele momento, já que o acusado não pode ser julgado sem a presença de seus advogados.
Para evitar novos atrasos, Medina solicitou à juíza que fosse designada a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro para atuar no caso, garantindo a realização da próxima sessão. Segundo ele, a medida busca dar uma resposta à família, que aguarda o desfecho do processo há cerca de cinco anos.
O adiamento gerou frustração entre os familiares e reforça a demora na conclusão de um caso que teve grande repercussão nacional. A expectativa agora é de que, na nova data, o julgamento ocorra sem novos impedimentos.
*Estagiária sob supervisão de Ana Raquel Lelles
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