
O caso Henry Borel, que volta ao centro das atenções com o início do júri popular nesta segunda-feira (23/3), ultrapassou o âmbito judicial e passou a ser explorado também em produções audiovisuais que reconstroem o crime e seus desdobramentos. A repercussão nacional transformou a história em tema de séries e documentários, ampliando o debate público sobre violência infantil.
A narrativa do caso foi retratada na 10ª temporada da série Investigação criminal, disponível na Apple TV, em um episódio de aproximadamente duas horas e meia que detalha os acontecimentos, a investigação e os elementos que cercam a morte do menino. Além disso, em 2022, a HBO Max anunciou a produção de um documentário sobre o crime, que ainda não tem data oficial de lançamento.
O interesse das produções em série acompanha a gravidade e os detalhes do caso. Henry Borel nasceu em 3 de maio de 2016, no Rio de Janeiro, e morreu em 2021, aos quatro anos, pouco tempo após a separação dos pais. Depois do rompimento, passaram a ser observadas mudanças em seu comportamento, como medo constante, regressões e queixas físicas. Nesse período, ele foi submetido a atendimentos médicos e sessões de psicoterapia, além de demonstrar resistência em retornar à casa da mãe após visitas ao pai, em meio a suspeitas de agressões.
Os acontecimentos que culminaram na morte do menino são pontos centrais dessas reconstituições. No fim de semana de 7 de março de 2021, Henry esteve com o pai, participou de momentos em família e aparentava estar bem. Horas depois, na madrugada seguinte, foi levado ao hospital pela mãe e pelo padrasto já sem vida.
A investigação aponta a gravidade das lesões identificadas pela perícia: foram 23 marcas de agressão pelo corpo, incluindo traumas no crânio e hemorragia interna. O laudo descartou a hipótese de acidente e indicou um quadro de violência extrema, sem possibilidade de defesa por parte da vítima.
De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Henry vivia sob uma sequência de agressões e torturas atribuídas ao ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho. O inquérito também sustenta que Monique Medeiros, mãe da criança, tinha conhecimento das violências — tendo sido alertada pela babá ao menos um mês antes da morte — e, ainda assim, permitiu a continuidade das agressões.
Com o julgamento em curso, o caso volta a mobilizar não apenas o sistema de justiça, mas também o interesse de produções seriadas que buscam reconstruir e interpretar um dos episódios mais impactantes do país nos últimos anos.

Diversão e Arte
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