Investigação

PF prende grupo suspeito de fraudar registros e compras de armas para CACs

A Operação Polaridade cumpriu 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e Espírito Santo. Até o momento 10 pessoas foram presas

A apuração revela que um colaborador terceirizado, envolvido na análise de documentos, teria aprovado requerimentos que não estavam com a documentação obrigatória -  (crédito: Reprodução Polícia Federal )
A apuração revela que um colaborador terceirizado, envolvido na análise de documentos, teria aprovado requerimentos que não estavam com a documentação obrigatória - (crédito: Reprodução Polícia Federal )

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (4/9), a Operação Polaridade, que prendeu, até o momento, 10 pessoas suspeitas de fraudar procedimentos administrativos relacionados à aquisição e ao registro de armas de fogo destinados a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).

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A ofensiva cumpre 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão nos municípios de Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias, Macaé, Volta Redonda, São João de Meriti, Maricá, Magé e Pinheiral, no estado do Rio de Janeiro, e em Vila Velha, no Espírito Santo.

As diligências tiveram início após a identificação de inconsistências em processos analisados pela PF.

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A apuração revela que um colaborador terceirizado, envolvido na análise de documentos, teria aprovado requerimentos que não estavam com a documentação obrigatória e também teria aprovado solicitações instruídas com documentos falsos ou incompatíveis com as exigências legais.

Além disso, foram encontrados indícios de repetição de documentos entre diferentes requerentes, de documentos falsificados e de ausência de documentos indispensáveis à instrução dos pedidos, além de irregularidades em certificados técnicos e demais requisitos legais exigidos para a aquisição de armamentos.

A investigação também revelou possíveis vínculos entre alguns dos requerimentos analisados e armas de fogo posteriormente apreendidas em uma ação policial.

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De acordo com a PF, os suspeitos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo.

*Estagiário sob supervisão de Rafaela Gonçalves 




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CY
postado em 04/09/2026 15:28
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