
Manifestantes de esquerda se reuniram neste sábado (3/1) em frente à Embaixada da Venezuela, no Setor de Embaixadas Sul, ao lado da escultura de Simón Bolívar — líder histórico e libertador do país — para um ato de solidariedade à Venezuela. A mobilização foi realizada em protesto contra o ataque atribuído aos Estados Unidos e em repúdio à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Mesmo debaixo de chuva, cerca de 100 pessoas participaram da manifestação, levando bandeiras, cartazes e vestindo camisetas que representavam diferentes movimentos sociais, estudantis e organizações políticas.
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O ato foi organizado por Paulo César, secretário executivo da Internacional Antifascista Capítulo Brasil e do Comitê Antimperialista General Abreu e Lima. Segundo ele, a mobilização foi motivada pela necessidade de reagir aos recentes acontecimentos no país vizinho. “Nos sentimos na obrigação de organizar uma atividade de solidariedade à Venezuela e em defesa da soberania e da autodeterminação dos povos. É inaceitável o que aconteceu. Hoje foi a Venezuela, amanhã poderá ser o Brasil. Por isso estamos aqui”, afirmou.
Entre os participantes estava o estudante e militante da Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet), Gabis de Souza, 18 anos, que destacou o caráter internacional do protesto. “Esse foi um ato em solidariedade à Venezuela e contra o imperialismo, principalmente o imperialismo estadunidense. O que aconteceu é uma agressão gravíssima aos direitos do país e aos direitos de uma liderança, algo que não pode acontecer em hipótese alguma”, declarou.
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Gabis também relacionou o episódio a outros conflitos internacionais e à história recente do Brasil. “Com toda certeza, isso ameaça o nosso país. Os Estados Unidos já fizeram isso na Palestina, estão fazendo isso na Venezuela e já fizeram no Brasil, com o financiamento do golpe de 1964. Todos os proletários precisam estar unidos e se apoiar sempre”, completou.
A presidenta da União Brasileira de Mulheres no Distrito Federal, Maria das Neves, chamou atenção para os impactos da guerra sobre populações vulneráveis. “Sabemos que, quando a guerra avança, avança também a violência contra os corpos de meninas e mulheres, crianças e idosos. Por isso clamamos por paz”, disse.
Ela afirmou, ainda, que a entidade repudia o sequestro do presidente venezuelano e vê o episódio como uma ameaça regional. “Acreditamos que o sequestro do presidente da Venezuela é um ataque a toda a América Latina e à soberania dos povos. Exigimos a imediata libertação do presidente e de sua esposa. Os EUA não são donos do mundo. Estamos aqui para defender uma América Latina de soberania, liberdade e paz”, concluiu.

Cidades DF
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