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"Em briga de marido e mulher se mete a colher sim", afirma promotora

Promotora do MPDFT, Adalgiza Maria Aguiar acredita que a legislação brasileira é suficiente, mas falta entendimento da população e denúncia desde os primeiros casos de agressão

Adalgiza reforçou que os meios de comunicação integram a rede de enfrentamento à violência contra a mulher -  (crédito: Ed.Alves/CB/D.A Press)
Adalgiza reforçou que os meios de comunicação integram a rede de enfrentamento à violência contra a mulher - (crédito: Ed.Alves/CB/D.A Press)

“A Lei Maria da Penha é uma das melhores do mundo”, destacou Adalgiza Maria Aguiar, promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) no evento CB Debate — Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos, nesta terça-feira (27/1). Segundo ela, a legislação brasileira trouxe a proteção à vítima e tem salvado a vida de milhares de mulheres.

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Durante a solenidade, Adalgiza reforçou que os meios de comunicação integram a rede de enfrentamento à violência contra a mulher, conforme previsto na própria Lei Maria da Penha. “É essencial, levar informações importantes e de qualidade em um momento em que, muitas vezes, a desinformação é um desserviço à sociedade”, afirmou.

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Apesar de considerar a lei forte, a promotora entende que o cenário de violência de gênero ainda é uma preocupação na capital. “Aqui no Distrito Federal, quase 70% das vítimas de feminicídio, que ocorreu entre 2015 e 2026, infelizmente não constavam registros de violências anteriores.”

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Ela ressaltou que a denúncia é necessária desde a primeira agressão, para evitar problemas mais graves. “Na primeira situação de violência que, muitas vezes, é uma violência psicológica, é uma ameaça, é um xingamento, procure ajuda”, alertou. Adalgiza ainda pontuou que quem presencia o crime também não pode se calar. “Em briga de marido e mulher se mete a colher sim”. “A sociedade precisa entender que nenhuma forma de violência é tolerável”, concluiu.

O cenário da violência de gênero no Distrito Federal exige atenção urgente: em 2025, a capital registrou 11,3 mil casos de violência doméstica, uma média alarmante de 30 ocorrências por dia. O aumento de 9,4% em relação ao ano anterior, somado aos recentes casos que vitimaram uma adolescente e uma mulher idosa, reforça a necessidade de políticas públicas mais robustas e de uma rede de apoio que funcione preventivamente.

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Para enfrentar essa realidade, o evento organizado pelo Correio Braziliense reúne grandes nomes como as ministras Marina Silva e Luciana Santos, além de magistradas e especialistas. O primeiro painel focará na responsabilidade institucional do Estado, enquanto o segundo debaterá a mobilização social e a mudança cultural necessárias para erradicar a violência contra a mulher.

Onde pedir ajuda:

» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)

» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)

» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.

Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):

» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)

» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)

» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.
WhatsApp: (61) 9366-9229
Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468

» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.
Telefone: (61) 2326-4615

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postado em 27/01/2026 14:56
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