
Na manhã deste sábado (7/2), Rodrigo Castanheira, jovem agredido por Pedro Turra no final de janeiro, morreu no Hospital Brasília em Águas Claras após 16 dias internado. O hospital compartilhou uma nota à imprensa, afirmando que “apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais”.
Além disso, o hospital se solidarizou com a família de Rodrigo Castanheira. “Neste momento de profunda dor, o hospital se solidariza com os familiares e amigos de Rodrigo, prestando todo o suporte necessário”, diz a nota. Os parentes do jovem não quiseram falar com a imprensa. Todos estavam visivelmente abalados com a situação.
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Cronologia dos fatos
A agressão ocorreu na madrugada de 23 de janeiro em Vicente Pires, na saída de uma festa. Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que o adolescente é espancado enquanto outras pessoas assistem sem intervir. Os vídeos foram incorporados ao inquérito da Polícia Civil.
Após o ataque, Rodrigo foi socorrido e encaminhado ao Hospital Brasília, onde os médicos diagnosticaram traumatismo craniano severo, consequência direta da violência sofrida. Desde a internação, o quadro clínico do jovem foi considerado gravíssimo. Durante o período de internação, familiares e amigos de Rodrigo se mobilizaram em uma corrente de fé e solidariedade, com vigílias, orações coletivas e campanhas por doação de sangue em frente ao hospital.
No dia do crime, Pedro Turra foi preso em flagrante, mas acabou liberado após o pagamento de fiança, decisão que gerou forte repercussão. Com o avanço das investigações e a gravidade do estado de saúde da vítima, o Ministério Público do DF (MPDFT) solicitou a prisão preventiva do acusado, pedido que foi acolhido pela Justiça. A decisão levou em conta a gravidade do crime, o risco à ordem pública e a situação clínica de Rodrigo.
O ex-piloto foi preso na casa da mãe, sem oferecer resistência, e levado inicialmente para a 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), responsável pelo inquérito. Em seguida, foi encaminhado à carceragem do DPE, no Parque da Cidade.
A defesa do ex-piloto apresentou pedidos de habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ambos negados. Os advogados alegam que o acusado é réu primário, possui residência fixa e colaborou com as investigações.
Atualmente, Pedro Turra cumpre prisão em cela individual, por determinação judicial, após alegações de risco à sua integridade física. Ele responde pelo crime de lesão corporal gravíssima, que pode ter o enquadramento revisto após a confirmação da morte da vítima. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.

Cidades DF
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