
O mercado imobiliário do Distrito Federal fechou 2025 com um movimento incomum: menos unidades vendidas, mas com uma valorização das unidades. O preço médio dos imóveis novos subiu 12,6% em relação a 2024. O metro quadrado passou de R$ 13.236,76 para R$ 14.908,04.
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No mesmo período, o número de unidades comercializadas caiu 11,7%, totalizando 4.630 imóveis. Apesar disso, o Valor Geral de Vendas (VGV), que representa o faturamento total das vendas, cresceu 10,3% e chegou a R$ 4,4 bilhões. Na prática, isso indica que o mercado vendeu imóveis de maior valor, o que compensou a redução no volume.
Os dados fazem parte do relatório Panorama da Habitação – Distrito Federal | Balanço 2025, divulgado pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF) e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF) nesta quarta-feira (11/2).
Ao longo de 2025, foram lançados 22 empreendimentos, somando 2.607 novas unidades. É uma alta de 11% em comparação com o ano anterior. Santa Maria (559 unidades) e Águas Claras (504 unidades) lideraram em número de novos imóveis.
Já o preço do metro quadrado varia de forma significativa no DF. O Sudoeste registra o valor mais alto, com R$ 26.165,05, seguido pela Asa Sul, com R$ 21.812,01. Na outra ponta, os valores mais baixos estão em Planaltina (R$ 5.369,84) e Santa Maria (R$ 5.438,47).
O Índice de Velocidade de Vendas (IVV), que mede a proporção de unidades vendidas em relação às disponíveis, ficou em 7,5% em 2025. O número supera em 8% o índice registrado em 2024. Em junho, o indicador atingiu 10,4%, o melhor desempenho do ano. Segundo as entidades do setor, um IVV acima de 5% já indica um mercado com ritmo considerado saudável.
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Enquanto os preços avançam, a oferta de imóveis disponíveis caiu 19% em comparação com 2024. O cenário contrasta com o deficit habitacional do Distrito Federal, que ultrapassa 100 mil domicílios. Além disso, mais de 30% dos imóveis no DF são alugados, a maior proporção do país segundo o IBGE.
Juros e incertezas influenciam decisões
O setor da construção tem peso na economia local. Cada obra emprega, em média, 250 trabalhadores diretos. Empresários apontam a taxa básica de juros elevada e as incertezas fiscais como principais obstáculos para novos investimentos. "Mesmo em um cenário de incertezas fiscais, alta de juros e cautela do comprador, a demanda por moradia tem impulsionado o mercado imobiliário local. A pesquisa sinaliza uma tendência de crescimento e comprova que nossas construtoras e incorporadoras têm capacidade de atender a população na realização do sonho da casa própria", afirma o presidente da Ademi-DF, Celestino Fracon Júnior.
"Com a redução da Selic para os patamares de 12,5% projetados pelo mercado, os compradores poderão ter até 10% de redução no valor da parcela de financiamento imobiliário, e as incorporadoras poderão ter redução do custo referente ao financiamento da construção de até 20%”, afirma o vice-presidente do Sinduscon-DF, João Carlos de Siqueira Lopes.

Cidades DF
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