POLÍTICA

Movimentos fazem ato em frente ao BRB contra gestão do GDF e crise no banco

Protesto reúne entidades e movimentos sociais em frente ao BRB para cobrar transparência sobre a crise no banco e criticar a gestão do governo do DF

Manifestação em frente ao BrB do setor bancário sul -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB)
Manifestação em frente ao BrB do setor bancário sul - (crédito: Marcelo Ferreira/CB)

Entidades sindicais e movimentos sociais fizeram uma manifestação nesta quinta-feira (19/3), em frente ao Banco de Brasília (BRB), no Setor Bancário Sul, contra a condução do governo do Distrito Federal diante da crise envolvendo a instituição financeira. O ato reuniu cerca de 25 representantes de organizações como o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Distrito Federal (Sindágua-DF), o Psol, o coletivo Juntos e o Movimento Salve o Rio Melchior.

De acordo com os organizadores, o protesto ocorre em meio à crise envolvendo o BRB e a denúncias de possíveis irregularidades relacionadas à gestão do banco. Os grupos afirmam que há risco ao patrimônio público e a programas sociais, além de apontarem problemas na área da saúde e possíveis atrasos salariais no funcionalismo.

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Os manifestantes também criticaram o governador Ibaneis Rocha e a vice-governadora Celina Leão, pedindo a saída de ambos dos cargos. “Tirem a mão do nosso patrimônio”, diz um dos trechos da convocação, que também menciona a necessidade de ampliar o debate público sobre a situação financeira do banco.

Segundo Alberto Silva, representante do Sindágua-DF, o protesto ocorre diante do que classificou como um processo contínuo de “entrega do patrimônio público” do Distrito Federal. “Foi montado todo um esquema que faz a entrega desse patrimônio, e não é de agora. Não é só a Serrinha, estamos falando da Terracap, da Novacap, da Caesb e do próprio banco”, afirmou.

O sindicalista também mencionou incertezas sobre o tamanho do rombo financeiro e criticou a falta de clareza nas informações. “Nem o Ministério Público ainda tem a dimensão real do buraco. Já se fala que o Fundo Garantidor de Crédito poderia precisar desembolsar bilhões para cobrir prejuízos, o que mostra a gravidade da situação”, disse. Para ele, o problema ultrapassa o DF e envolve outros entes federativos e fundos previdenciários.

Segundo a organização, o ato dialogou com a população que circulou pela região central de Brasília, especialmente no horário de almoço. A ideia foi chamar atenção para o que os movimentos classificam como “rombo” no BRB e pressionar por maior transparência e esclarecimentos sobre o caso.

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postado em 19/03/2026 13:55
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