A recente morte de uma estudante brasileira no Paraguai, vítima de feminicídio, acende um alerta sobre a violência contra a mulher. No Distrito Federal, mulheres que enfrentam essa realidade contam com uma rede de proteção estruturada para oferecer segurança, acolhimento e suporte jurídico e psicológico. Conhecer esses canais é o primeiro passo para romper o ciclo de agressão.
O atendimento imediato em casos de violência física, sexual ou psicológica pode ser buscado nas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs). Atualmente, a capital federal conta com duas unidades, a DEAM I, na Asa Sul, e a DEAM II, em Ceilândia. Nesses locais, a vítima pode registrar a ocorrência, solicitar medidas protetivas de urgência e receber o encaminhamento para exames periciais.
É importante ressaltar que, além das unidades especializadas, todas as delegacias da Polícia Civil do DF estão preparadas para registrar ocorrências de violência doméstica e encaminhar as vítimas para a rede de apoio.
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A Polícia Civil do DF também disponibiliza uma delegacia eletrônica para o registro de ocorrências de violência doméstica, funcionando 24 horas por dia. Essa ferramenta é uma alternativa para mulheres que não podem se deslocar até uma unidade física imediatamente.
Apoio além da delegacia
Para um suporte contínuo, os Centros de Atendimento à Mulher (CEAMs) oferecem acolhimento especializado. Diferente das delegacias, o foco desses centros é o atendimento psicossocial e a orientação jurídica. A equipe multidisciplinar ajuda a vítima a entender seus direitos e a encontrar caminhos para sair da situação de violência.
Outro equipamento fundamental na rede de proteção é a Casa da Mulher Brasileira, localizada em Ceilândia. O espaço integra, em um só lugar, diversos serviços como delegacia especializada, juizado, defensoria pública, promotoria e equipes de atendimento psicossocial, facilitando o acesso da mulher a tudo o que precisa para romper o ciclo de violência.
O DF possui unidades do CEAM em diversas regiões administrativas, funcionando como um espaço seguro de escuta e fortalecimento. O serviço é gratuito e sigiloso, garantindo a privacidade e a segurança da mulher atendida.
Proteção em casos de risco extremo
Quando a mulher e seus filhos correm risco iminente de morte, a Casa Abrigo é o recurso disponível. Trata-se de um local sigiloso que oferece moradia protegida e temporária. O acesso é feito por meio dos serviços da rede de proteção, como a DEAM ou o CEAM, após uma avaliação criteriosa da gravidade do caso.
Nesses abrigos, as vítimas recebem atendimento integral para que possam se reorganizar emocional e financeiramente. Além disso, a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, funciona como um canal nacional de denúncias e orientação. Em caso de emergência, o contato com a Polícia Militar, pelo 190, deve ser imediato.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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