No Dia do Trabalhador, centenas de manifestantes se reuniram no Eixão Sul, na altura da SQS 106, em um ato a favor do fim da escala 6x1, além de outras pautas em discussão no Congresso Nacional, como a regulamentação do trabalho por aplicativos e direito de negociação para servidores públicos.
Além de Brasília, há protestos em outras capitais do país, como Belo Horizonte, Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Os atos ocorrem em meio ao aumento das tensões entre o governo federal e o Congresso, após a rejeição à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado e a derrubada de vetos no Projeto de Lei da Dosimetria aos condenados no 8 de janeiro.
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Na capital federal, o ato foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Faixas em protesto à atuação do Congresso Nacional estiveram presentes, além de cartazes a favor do fim da escala 6x1 e contra a anistia aos condenados nos atos ocorridos na Esplanada há mais de três anos. Os manifestantes também pediram combate mais duro ao feminicídio e à "pejotização".
O presidente da CTB, Flausino Antunes, considera a redução da jornada um direito aos trabalhadores e criticou a visão de impactos na produtividade e na economia. "Nunca direito foi uma questão que atrapalha o desenvolvimento econômico. Então dá para conciliar o aumento do emprego, o aumento da produtividade com os direitos aos trabalhadores. Isso sempre tem um apelo das ruas, o apelo das bandeiras, dos trabalhadores em prol disso", argumentou o líder sindical.
Já o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, destacou a importância do dia 1º de maio para classe e reforçou o apelo para que as pautas defendidas pelas centrais sindicais sejam incluídas na pauta do Legislativo. Ele também aproveitou para criticar as últimas decisões do Congresso Nacional.
"Acho que o que aconteceu esta semana no Congresso mostra que existem outras prioridades de um setor do Congresso, mas nós queremos que essa discussão da questão da jornada de trabalho avance, porque é importante, é primordial. E é claro que em ano eleitoral isso também é um recado muito importante para o povo", disse Rodrigues.
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A manifestação começou por volta de 10h da manhã, pelo horário de Brasília, e se estende até às 14h. Também estiveram presentes parlamentares da esquerda, como a senadora Leila Barros (PDT) e a deputada federal Erika Kokay (PT).
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