Os brasilienses vibraram com o bom jogo da Seleção Brasileira ontem e fizeram questão de acompanhar o bom desempenho em espaços emblemáticos da capital. Na praça da QI 14, no Guará, o Bar do Toinzinho reuniu centenas de torcedores. O estabelecimento decidiu transmitir o jogo em um telão instalado na área externa. Muitos vieram de longe para curtir o jogo: de Samambaia, Sobradinho, Candangolândia, Vicente Pires e Arniqueiras.
As amigas Rosângela Coutinho, 54 anos, e Iranilda Reis, 50, acertaram o palpite do 3x0. As duas moram em Samambaia e foram pela primeira vez ao Bar do Toinzinho. Escolheram o ponto depois da indicação de uma colega moradora do Guará. "O Brasil tem chances de ganhar essa Copa, mas precisa melhorar. Nossa expectativa é o Neymar, sem dúvidas", disseram as amigas.
No Sesc da 504 Sul, uma festa foi preparada para cerca de 500 torcedores. Magnólia de Medeiros, 70, alegrou-se a cada lance dos brasileiros. "É uma alegria muito grande ver a Seleção jogando, ainda mais depois da melhora de desempenho do time", disse ela.
A torcedora estava ansiosa pela entrada do jogador Neymar, que atuou no segundo tempo. "Fico feliz que ele tenha entrado, apesar de não ter feito gol. É um indicativo de que ele voltou com tudo."
Com a esperança renovada, Magnólia se mostra bastante confiante no hexa. "O brasileiro tem que confiar, até o final. Somos um povo batalhador e temos que acreditar na Seleção", acrescentou. Ao final do jogo, ela soltou um sonoro grito de "Vai, Brasil!!".
O jogo contra a Escócia também marcou a estreia do pequeno Murilo, de apenas 6 meses. O pai, Gabriel Zimer, comentou, com orgulho, sobre esse momento em família. "É muito importante passar em família. Refazer o que meu pai fazia conosco", afirmou.
A família de Lara Cardoso, 18 anos, celebrou cada lance do Brasil como se fosse decisivo para o hexa. O pai, Marcelo, veterano de Copas, acredita que o desempenho mostrado pelo time, ontem, vai garantir o título para a Seleção. "Vamos enfrentar algumas pedreiras, mas se o time desempenhar do jeito que jogamos hoje, vamos garantir mais uma estrela", afirmou.
Para os próximos jogos, a jovem espera que o técnico Carlo Ancelotti escale Endrick. "Eu torço muito por ele, quero ver um atleta aqui de Brasília sendo destaque na Seleção", afirmou Lara.
O clima de Copa atraiu a família Mac Cord, de origem escocesa. Nascida no Brasil, Renata Mac Cord estava com uma bandeira e uma camisa personalizada para homenagear os conterrâneos. "Eu amo o país que nasci e também amo fazer parte da Escócia. É uma forma de homenagear esses dois lados que tenho", comentou Renata. A servidora pública veio com a família prestigiar as duas seleções.
Pouco antes do apito inicial, as irmãs Isabel Brandão, 73 anos, e Eli Brandão, 70, aproveitaram para treinar o samba no pé. A irmã mais velha ficou surpresa com o evento no Sesc. "Achei tudo maravilhoso. Venho para o Sesc todos os dias e estar aqui para assistir ao jogo é um programa diferente, mas muito bom", disse.
José Aparecido Freire, presidente do sistema Fecomércio, comentou com alegria sobre a ação. "Isso também faz parte do trabalho social do Sesc: integrar e trazer a população para dentro do espaço". A entrada para o evento é gratuita. No local, barracas de comida e um espaço para brincadeiras estão disponíveis para os torcedores.
Refresco
Alguns pontos do Distrito Federal registraram chuva no início da noite. Mas no Guará, os torcedores não desanimaram. A família da professora Renata Lopes, 52, abrigou-se com mesas, cadeiras e bandeiras por cima das cabeças, mas evitou ir embora. "Sempre nos reunimos para assistir futebol. Se não estamos no bar, estamos na casa de alguém fazendo churrasco." A escolha pelo Toinzinho tem motivo: bom petisco, cerveja gelada e ótimo atendimento, ela diz.
Outros torcedores abrigaram-se debaixo de uma lona, próximo à caixa de som e se contentaram em assistir à partida de uma pequena TV. Choveu também na Asa Sul, no Lago Sul e no Setor Comercial Sul.
Centenas de pessoas lotaram a praça da QI 14 para torcer pelo Brasil no embate contra a Escócia, na noite desta quarta-feira (24/6). Logo nos primeiros minutos de jogo, a Seleção Brasileira fez o primeiro gol e levou o público à loucura.
O Bar do Toinzinho é um dos mais tradicionais do Guará e um dos pontos escolhidos por gente de todo o DF para acompanhar a Copa.
Oito amigos se reuniram em uma das mesas para vibrar pelo Brasil. Eles vieram de Samambaia, Ceilândia, Sobradinho e Guará. O ambiente arejado, ao ar livre, atraiu os colegas para a programação desta noite. "Comemorei meu aniversário aqui semana passada e adorei. O clima é ótimo, as comidas são gostosas. Tenho asma e até o fato de o ambiente ser ao ar livre foi ótimo", disse o cirurgião-dentista Josué Oliveira, 29 anos.
Tranquilidade
Sozinha, mas na torcida, a professora Débora Lourenço, 29 anos, moradora do Jardim Botânico, decidiu testar uma experiência diferente pela primeira vez no Libanus Restaurante, na quadra 206 da Asa Sul.
Em meio aos grupos de amigos e famílias reunidos para acompanhar o jogo do Brasil, ela chamou atenção pela escolha diferente de confraternizar e aproveitar a própria companhia.
"Quis experimentar uma coisa diferente. Diferente de todos os outros jogos em que eu tenho saído com algumas turmas de amigos. Estou tentando ser mais autossuficiente e curtir tranquila um jogo", relatou.
A escolha do local também não foi por acaso. Frequentadora do restaurante, Débora afirma que o ambiente acolhedor e a culinária árabe foram fatores decisivos para a experiência.
"Nada melhor que vir para o Libanus, que é o meu queridinho aqui na cidade. Amo a comida árabe, e é um ambiente super tranquilo", disse.
O estabelecimento realizou, inclusive, uma promoção diferente para atrair o público: a cada gol do Brasil, os clientes ganhavam cerveja.
Isso se tornou um dos principais atrativos da noite, somando um público de mais de 300 pessoas. Para mesas com até seis pessoas, era distribuída uma cerveja por gol marcado. Já os grupos maiores recebiam duas unidades. O resultado foi uma torcida ainda mais empolgada a cada marcação. Mesmo sem companhia à mesa, Débora garante que não faltou espírito de equipe na hora de apoiar a Seleção. Para ela, a energia da torcida brasileira é capaz de unir desconhecidos em torno de um mesmo objetivo. "A nossa torcida é a melhor, e estou em casa para torcer com mais força ainda", concluiu.
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