CRIME

Casal é preso por vender medicamentos abortivos pela internet

PCDF apreende 600 comprimidos e R$ 60 mil. Mulher investigada é técnica de enfermagem da rede pública do DF

Durante as investigações, foram detectados pelo menos 15 perfis na internet usados pelo casal para a comercialização do medicamento abortivo -  (crédito: Divulgação: PCDF)
Durante as investigações, foram detectados pelo menos 15 perfis na internet usados pelo casal para a comercialização do medicamento abortivo - (crédito: Divulgação: PCDF)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (2/7), um casal suspeito de comercializar medicamentos abortivos de forma ilegal pela internet. A ação ocorreu durante a Operação Sexto Dia, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor).

Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam plataformas de redes sociais para anunciar os medicamentos, atraindo pessoas interessadas em realizar abortos. Ao todo, a polícia identificou pelo menos 15 perfis utilizados pelo casal para divulgar a venda dos produtos em todo o país.

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Por meio da análise de vestígios cibernéticos, a PCDF conseguiu identificar os responsáveis pelo esquema e obteve autorização judicial para cumprir um mandado de busca e apreensão na residência dos investigados. Durante a operação, os policiais apreenderam cerca de 600 comprimidos da medicação, aproximadamente R$ 60 mil em dinheiro, dois veículos de luxo e sete aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia.

A mulher investigada, de 32 anos, atua como técnica de enfermagem em um hospital da rede pública do Distrito Federal. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para apurar se os medicamentos comercializados foram subtraídos ou desviados da rede pública de saúde.

A PCDF destacou que a substância apreendida tem comercialização proibida no Brasil e só pode ser utilizada em ambiente hospitalar, mediante prescrição médica e exclusivamente nas situações autorizadas pela legislação.

O casal responderá pelo crime contra a saúde pública, previsto no artigo 273 do Código Penal. Conforme a corporação, o delito é classificado como crime hediondo e pode resultar em pena de até 15 anos de reclusão.

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postado em 03/07/2026 13:44
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