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Kiko Caputo defende candidatura de Sebastião Coelho pelo Partido Novo ao Senado

Em entrevista ao CB.Poder, o advogado e pré-candidato do Novo ao GDF comentou sobre as articulações da direita para eleições 2026 e fez duras críticas a atual gestão

O advogado Kiko Caputo, pré-candidato do Partido Novo ao Governo do Distrito Federal, comentou as articulações para as eleições de 2026 durante entrevista ao CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — desta terça-feira (14/7), às jornalistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos. Enquanto a base governista trabalha com nomes como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis para o Senado, o pré-candidato do Novo reafirmou apoio ao desembargador Sebastião Coelho.

“Tenho o melhor candidato ao Senado da República. Um homem honrado, experiente na vida pública e que teve coragem de enfrentar o Supremo quando ninguém tinha coragem de apontar os erros que estavam sendo cometidos. Tenho muita expectativa de que a população reconheça isso e o eleja em outubro”.

Sem vice ainda definido em sua chapa, Caputo sublinha que estão construindo uma composição com outros partidos. “O Novo tem, obviamente, sua posição e sua orientação programática. Com os partidos que compartilham desses princípios e valores, temos conversado. As conversas vão até 5 de agosto, quando precisamos registrar as candidaturas. Até lá, vamos dialogar bastante e construir consensos para que a direita tenha um caminho seguro no Distrito Federal”.

Rombo do BRB

Ele também fez duras críticas à condução da situação do Banco de Brasília (BRB) e à atuação do Governo do Distrito Federal (GDF). Caputo afirmou que a população ainda desconhece a real dimensão da crise e criticou o que chamou de falta de transparência por parte do governo.

“Estamos convivendo com o maior escândalo financeiro da República, e o pior é que isso acontece aqui na nossa capital. Até hoje, ninguém do GDF, do BRB e muito menos da Câmara Legislativa veio nos dizer qual é o verdadeiro tamanho do rombo”, afirmou.

Segundo ele, a ausência de informações impede que sejam discutidas soluções para o banco. “Tenho afirmado, com tristeza, que a transparência é inimiga deste governo. Se houvesse o mínimo de senso republicano, alguém já teria aparecido para explicar o problema e dizer como pretendem resolvê-lo”, disse.

Caputo acrescentou que, enquanto o balanço financeiro do banco não for divulgado, instituições financeiras não terão segurança para aportar recursos no BRB.

“O problema não está resolvido. Enquanto o balanço não for publicado, não haverá dinheiro do sistema financeiro para irrigar as contas do BRB”.

Questionado sobre o desafio de assumir o governo diante do atual quadro, caso seja eleito, Caputo disse estar disposto a enfrentar a situação e responsabilizou a atual gestão pelos problemas enfrentados pelo DF. “Estou muito disposto a enfrentar e sei que o cenário é desafiador”, disse.

Assista o programa completo: 

 

 



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