
Horas após o acidente que matou seis pessoas e deixou ao menos 21 feridas, parentes seguem sem informações sobre o paradeiro de familiares que estavam no ônibus que colidiu com uma carreta na G0-10 na manhã desta sexta-feira (7/8).
Percorrendo hospitais desde que soube do acidente, por volta das 12h, Elisângela está à procura da mãe, Terezinha, que embarcou no ônibus da empresa Real Expresso, que saiu de Taguatinga às 7h com destino à Uberlândia (MG).“A empresa não nos forneceu nenhuma informação. Liguei para eles (empresa) e mandei e-mail e até agora nada”, afirmou Elisângela.
Em meio ao desespero e angústia, ela conta que percorreu diversos hospitais do Distrito Federal e Entorno em busca de informações da mãe. “Eu já fui ao Hospital de Base, vim ao Hospital Regional de Santa Maria e depois vou ao Hospital Estadual de Luziânia”, afirmou.
Além do medo de não saber onde a mãe está, Elisângela também sente revolta pela falta de amparo da empresa. “Isso não é algo que se faz. Não podem deixar famílias sem saber o estado de saúde dos parentes. O que resta agora é fé e esperança”, desabafou.
Na mesma situação, Sarah Hipólito, que mora em Uberlândia, também está a procura de um parente que estava no veículo. "Eu vim para Brasília o mais rápido possível. Não sabia nenhum detalhe do paradeiro do meu parente", disse. Ao Correio, ela contou que foi orientada a entrar em contato com a empresa por e-mail. “Eu entrei em contato antes mesmo deles colocarem publicarem a nota. Liguei por volta das 14h e pediram pra enviar e-mail pra provar meu parentesco, mas até agora nada”, acrescentou.
Oito horas após o primeiro contato, à noite, Sarah está no Hospital Estadual de Luziânia para tentar confirmar o paradeiro do parente. “Estou com meu pai no hospital. Mas até agora não consegui essa resposta, nem do hospital e nem da empresa”, pontuou.
Após a publicação, Sarah conseguiu localizar o parente, que está se recuperando. Entretanto, ela comenta que a única informação que recebeu da empresa foi um número de celular para recuperar a bagagem e os documentos que estavam no ônibus. "Minha indignação é que se eu dependesse de informações deles para localizar meu parente, estaria até agora sem saber de nada", desabafou.
- Leia também: "Estava dormindo. Quando vi, o ônibus estava capotado", relata sobrevivente de acidente
Até o momento da publicação desta matéria, quatro corpos foram identificados, sendo:
-
Anderson Oliveira Silva, de 47 anos; (carreta)
-
Rodrigo Fernandes dos Santos, de 30 anos; (carreta)
-
Gabriel Willians de Matos Oliveira, de 1 ano e 5 meses; (ônibus)
-
Silvana Pereira de Melo, de 57 anos. (ônibus)
Segundo a Polícia Técnico-Científica de Goiás, dois corpos ainda aguardam identificação no Instituto Médico Legal (IML).
Acidente
Por volta das 10h desta sexta-feira (7/8), uma carreta carregada com areia, colidiu contra um ônibus, que transportava 46 pessoas, na rodovia GO-10, km 125, na altura do município de Luziânia. Até a última atualização oficial das autoridades, seis pessoas morreram.
As causas do acidente ainda serão definidas após perícia. Entretanto, o proprietário da carreta que colidiu contra o ônibus afirmou, sem se identificar, que uma falha nos freios pode ter ocasionado o acidente. Essa informação também será confirmada ou descartada pela perícia.
A Real Expresso, empresa do Grupo Guanabara, informou que o veículo transportava 46 pessoas no total, sendo três crianças, sem contar o motorista. Quarenta e dois passageiros embarcaram em Brasília. Quatro, em Valparaíso (GO). O ônibus seguia com destino a Uberlândia (MG).

Cidades DF
Cidades DF