
O ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Ricardo Cappelli (PSB), apresentou nesta sexta-feira (28/7), durante panfletagem no Riacho Fundo I, suas principais diretrizes para a gestão da capital. O postulante aproveitou a agenda pública para conversar com moradores e comerciantes sobre as demandas das regiões administrativas.
Suas principais vitrines para as pautas são o lançamento dos programas "Fila Zero" e "Tolerância Zero", que visam solucionar o déficit de atendimento médico e recompor a estrutura das forças de segurança públicas.
Na área da saúde, Cappelli classificou a situação atual como o maior desafio do Distrito Federal, apontando uma demanda reprimida de mais de 30 mil pessoas à espera de cirurgias e mais de 1 milhão de consultas e exames pendentes. Para reverter o cenário, o plano prevê a contratação de 5 mil médicos, 2 mil enfermeiros e 4 mil técnicos de enfermagem, além da construção de 10 policlínicas e da extensão do horário das Unidades Básicas de Saúde (UBS), que abrirão diariamente até as 22h e nos fins de semana até o meio-dia.
"O problema daqui é o problema de todo o Distrito Federal: nós precisamos resolver a questão da saúde. Temos mais de 30 mil pessoas na fila das cirurgias e mais de 1 milhão de consultas e exames na fila. Por isso, lancei o programa Fila Zero. Nós vamos zerar a fila da saúde", declarou o candidato.
Segundo Cappelli, o orçamento anual de R$ 13 bilhões destinado à saúde — o equivalente a mais de R$ 1 bilhão por mês — é suficiente para financiar as contratações e viabilizar mutirões de atendimento em parceria com o setor privado.
"Dinheiro há, o dinheiro está sobrando. O orçamento para a saúde no Distrito Federal este ano é de R$ 13 bilhões, ou seja, mais de R$ 1 bilhão por mês. No entanto, a população não está vendo esse dinheiro. Cadê o dinheiro da saúde?", questionou o postulante.
Segurança pública
Em relação à segurança pública, o candidato, que atuou como interventor federal no DF após os eventos de 8 de janeiro de 2023, prometeu implementar o programa "Tolerância Zero", focado no policiamento de proximidade e na inteligência.
Cappelli alertou para a redução do efetivo da Polícia Militar, que caiu de 18 mil para 11 mil integrantes, e se comprometeu a ampliar o contingente para retomar o patrulhamento preventivo e comunitário nas cidades.
"Já fomos 18 mil homens e mulheres. Hoje, somos 11 mil. Nós vamos ampliar o efetivo e retornar com as rondas ostensivas candangas, além de voltar com a dupla Cosme e Damião nas quadras. O comércio está reclamando muito de lojas arrombadas e do retorno dos assaltos nos centros comerciais", destacou o ex-interventor.
No âmbito da Polícia Civil, o foco será o planejamento e a inteligência cibernética para conter os crimes virtuais. O candidato apontou ainda a gravidade dos índices de violência de gênero e propôs uma abordagem multidisciplinar para a população em situação de rua, combinando assistência social ao reforço do policiamento ostensivo nas regiões comerciais.
"É preciso ter uma equipe multidisciplinar para retirar as pessoas da rua e compreender o motivo de estarem ali: é saúde mental? É dependência química? É moradia? Devemos dar um encaminhamento para esses problemas. Contudo, enquanto a equipe faz esse trabalho social, nós precisamos ampliar o policiamento nessas regiões", enfatizou Cappelli.

Cidades DF
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