
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou, nesta sexta-feira (2/10), um esquema de estelionato e lavagem de dinheiro envolvendo falsas promessas de investimentos em criptomoedas, que teriam causado prejuízos a vítimas no Distrito Federal e em Minas Gerais. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos.
Segundo o delegado Tell Marzal, da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo), um dos investigados apontados como chefe do esquema se apresentava como gestor de investimentos e dizia que possuía influência em uma corretora de criptomoedas, atraindo vítimas com a promessa de rendimentos vantajosos. "Em um dos episódios, uma vítima transferiu mais de R$ 200 mil por meio de pix, acreditando que o dinheiro seria investido em criptomoedas e que teria um retorno lucrativo, porém não ocorreu como esperado", afirmou.
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Segundo a PCDF, o suspeito fugia para São Paulo (SP) após as aplicações de golpe, onde ostentava um padrão de vida elevado. Nessas fugas, o investigado também planejava novos locais para implementar outra estrutura criminosa de falso investimento.
Diante da situação, a investigação conseguiu identificar a qualificação do suspeito e analisar movimentações financeiras realizadas por ele e a companheira. Entre as operações, os investigados compraram uma BMW X6, avaliada em R$ 600 mil. A aquisição ocorreu pouco tempo após uma vítima enganada relatar o golpe.
Além do crime de estelionato, a PCDF levantou a hipótese de que existia uma pessoa para a ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, o que dificulta a atuação dos órgãos de fiscalização financeira. Por causa disso, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em três endereços, situados na cidade de Guararema (SP).
Nos locais, foram apreendidos celulares, computadores, documentos e registros relacionados às movimentações financeiras investigadas. Além disso, as autoridades bloquearam as contas bancárias utilizadas pelos investigados e sequestraram um veículo de luxo, que era mantido na cidade de Santo André (SP).
Os bens serão submetidos à perícia criminal pelo Instituto de Criminalística. Pela prática dos crimes, os envolvidos poderão receber pena de até 22 anos de prisão. O caso segue sendo investigado pela 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo I).
*Estagiário sob a supervisão de Márcia Machado
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