REALITY SHOW

BBB26: Por que Henri Castelli teve uma convulsão na prova?

Neurologista analisa o caso e aponta relação entre privação de sono, jejum e esforço no reality. Veja como o corpo do ator reagiu após nove horas de disputa

Nascido em São Bernardo do Campo, São Paulo, Henri Castelli descobriu a paixão pela arte de atuar na escola, onde fazia aulas de teatro. Ao longo da carreira, se consolidou como ator em várias novelas e séries da TV Globo.  -  (crédito:  Reprodução do Instagram @bbb)
Nascido em São Bernardo do Campo, São Paulo, Henri Castelli descobriu a paixão pela arte de atuar na escola, onde fazia aulas de teatro. Ao longo da carreira, se consolidou como ator em várias novelas e séries da TV Globo. - (crédito: Reprodução do Instagram @bbb)

O ator Henri Castelli passou mal durante a Prova do Líder do Big Brother Brasil 26 na manhã desta quarta-feira (14/1), após cerca de nove horas em uma dinâmica de resistência. O participante caiu da plataforma onde estava e apresentou sinais de convulsão diante dos colegas de confinamento, gerando preocupação imediata dentro da casa e entre os telespectadores.

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A prova, que define a primeira liderança da temporada, começou ainda na noite de terça-feira (13/1) e seguiu pela madrugada. Por volta das 9h, Henri ficou inconsciente, interrompendo a disputa. Ao perceberem a gravidade da situação, os brothers passaram a gritar por ajuda e pediram a intervenção da produção.

Nas redes sociais, o episódio repercutiu rapidamente. Internautas demonstraram apreensão com o estado de saúde do ator e questionaram o tempo de resposta da equipe do programa. “A demora da produção, que agonia”, escreveu um usuário ao comentar a cena exibida ao vivo.

Henri foi retirado da área da prova e recebeu atendimento médico nos bastidores. Até o momento, a emissora não divulgou informações detalhadas sobre o estado de saúde do participante.

O que pode causar uma crise convulsiva como a de Henri Castelli?

Para entender o que pode ter provocado o mal-estar do ator durante a prova, a neurologista Liz Rebouças, da UPA Vila Santa Catarina, unidade pública gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita, explica que a convulsão é causada por uma descarga elétrica anormal no cérebro.

Segundo a especialista, esse tipo de crise pode estar associado a doenças neurológicas, como epilepsia, AVC, tumores ou infecções, mas também pode ocorrer devido a alterações metabólicas, como hipoglicemia, distúrbios eletrolíticos e desidratação. “Situações de estresse físico intenso, como privação de sono, exaustão e jejum prolongado, também podem desencadear crises”, afirma.

Dentro da casa, Henri Castelli já havia comentado com outros participantes que costuma beber vinho diariamente pela manhã. De acordo com a neurologista, a interrupção abrupta do consumo de álcool pode ser um fator relevante. “A abstinência alcoólica é uma causa conhecida de convulsões e pode ocorrer nas primeiras horas ou dias após a redução ou suspensão do consumo”, explica Liz Rebouças. “Isso se torna ainda mais provável quando associado a privação de sono, esforço físico intenso, desidratação e jejum.”

As crises convulsivas podem ser classificadas como focais, quando se iniciam em uma área específica do cérebro, ou generalizadas, quando envolvem ambos os hemisférios desde o início. Segundo a médica, as crises generalizadas prolongadas ou repetidas são as mais preocupantes, pois podem causar hipóxia cerebral, arritmias e alterações metabólicas.

A crise convulsiva pode causar sequelas?

De acordo com a especialista, toda convulsão deve ser avaliada por uma equipe médica. No entanto, uma crise isolada, relacionada a fatores reversíveis como exaustão, hipoglicemia ou abstinência, geralmente não causa dano cerebral permanente. “Crises prolongadas ou recorrentes apresentam maior risco de complicações, o que só pode ser determinado após avaliação clínica”, pontua.

Nem sempre é possível perceber sinais de que vai ter uma convulsão. Algumas pessoas relatam sintomas prévios, como dor de cabeça, náuseas, tontura ou alterações visuais, mas muitas crises ocorrem sem qualquer aviso.

O que fazer ao presenciar uma convulsão?

A orientação médica é manter a calma, afastar objetos que possam causar ferimentos e proteger a cabeça da pessoa. Após a crise, o ideal é colocá-la de lado. “Não se deve segurar o corpo, colocar objetos na boca ou oferecer líquidos e alimentos”, reforça Liz Rebouças. O atendimento médico é indispensável, especialmente se a crise durar mais de cinco minutos ou se for a primeira ocorrência.

O episódio envolvendo Henri Castelli reacende o debate sobre os limites físicos das provas de resistência no reality show e os riscos associados a situações extremas de esforço, privação de sono e estresse prolongado.

 

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postado em 14/01/2026 14:47 / atualizado em 14/01/2026 15:20
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