
O livro O amor na sala escura, primeiro romance da escritora Clarisse Escorel, chega às livrarias no final de fevereiro pela Editora Bazar do Tempo, com eventos de lançamento a partir de março. A autora constrói a trama sobre o impacto duradouro do primeiro amor, a dor da rejeição e como a vida segue com a presença de fantasmas afetivos que povoam a vida adulta.
Ambientado entre os anos 1990 e o início dos anos 2000 nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, o livro acompanha uma narradora que revisita sua história de amor na juventude: intensa, inaugural e desde cedo atravessada por desencontros, silêncio e assimetrias. A cidade do Rio se propõe a ser mais do que um cenário. É um ator coadjuvante do romance, com seus cinemas, ruas e deslocamentos. A narradora desenha a trajetória de sua relação de forma que o ambiente participa da formação desse amor e da memória que ela tenta reorganizar.
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“O livro nasce do assombro diante da experiência amorosa precoce, do espanto diante do impacto da experiência de viver um grande encontro, de um desejo de decifrar o êxtase amoroso, suas dores e angústias, de cogitar respostas para uma série de perguntas, de esmiuçar o que carregamos sem perceber”, conta Clarisse.
Além de ser formada em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e mestre em direito internacional pela Universidade de São Paulo, Clarisse é neta do crítico literário Antonio Candido e filha do cineasta Eduardo Escorel e da designer, editora e escritora Ana Luisa Escorel. Cercada por livros, cinema e reflexão intelectual, a autora se dedica a narrar a sua experiência com sensibilidade e precisão.
O livro se complementa com diversas expressões artísticas e traz na capa a obra de Ana Prata, intitulada Flores da rua. Uma playlist também foi montada para servir como trilha sonora da trama, disponível no Spotify.
Para a escritora e roteirista, Adriana Lunardi, Clarisse fala sobre “as desordens e delícias de um coração tocado por uma tempestade implacável”. Ignácio de Loyola Brandão, romancista e jornalista, se refere à autora como “mulher que leva a sério o dom exigido por Graciliano Ramos: ‘As palavras são para dizer, não para enfeitar’”. O professor Luiz Antonio de Assis Brasil chama atenção para a capacidade de Clarisse de “nos dizer como um amor pode transitar entre dois séculos, captando o espírito de cada um deles e neles acrescentando sua própria experiência humana e intelectual”.
Serviço
O amor na sala escura
De Clarisse Escorel. Editora Bazar do Tempo, 184 páginas. R$ 79. Lançamento no dia 17 de março, na Livraria Travessa do Leblon, no Rio de Janeiro e no dia 7 de abril, na Livraria Travessa de Pinheiros, em São Paulo.

Diversão e Arte
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