O reconhecimento de O Diabo Veste Prada como um grande sucesso não reflete o tratamento que o filme recebeu antes de chegar aos cinemas. Embora tenha alcançado mais de US$ 326 milhões em bilheteria mundial, o projeto foi inicialmente subestimado pela indústria. Segundo Meryl Streep, a produção teve seu orçamento reduzido após ser rotulada como um “filme de mulherzinha”, o que impactou diretamente o nível de investimento do estúdio.
A atriz, que dá vida a antagonista Miranda Priestly no longa, comentou o assunto em entrevista ao programa de Stephen Colbert, explicando que a equipe precisou adaptar toda a produção à limitação financeira: “Então, tivemos que nos virar com o orçamento. E isso foi verdade.”
Ao relembrar esse cenário, Streep apontou uma mudança gradual na forma como histórias protagonizadas por mulheres são tratadas em Hollywood. Ela citou como exemplo o desempenho recente de Barbie, dirigido por Greta Gerwig, destacando que, embora ainda haja diferenças, esse tipo de produção hoje recebe mais atenção e recursos. “Conversei com Greta sobre isso, e foi um pouco verdade também com Barbie, em comparação com o que eles gastam em outros filmes. Neste, querida, eles gastaram o dinheiro”, afirmou.
Enquanto isso, a história de Miranda está prestes a ganhar continuidade. A sequência, anunciada pela Disney em julho passado, chega aos cinemas brasileiros em 30 de abril. Na nova trama, a personagem de Streep enfrenta um momento de queda na carreira e se vê obrigada a lidar com Emily, vivida por Emily Blunt, agora uma executiva influente no setor de luxo, responsável por investimentos publicitários essenciais.
A sinopse antecipa o conflito: “A carreira de Miranda (Meryl Streep) entra em declínio, o que a força a enfrentar Emily (Emily Blunt), agora uma grande executiva em um grupo de luxo, cujos investimentos em publicidade Miranda precisa desesperadamente.” Com a decadência do jornal impresso, Miranda se vê obrigada a pedir ajuda a ex-funcionária.
Lançado em 2006, O Diabo Veste Prada adapta o livro homônimo de 2003 e acompanha Andy, interpretada por Anne Hathaway, uma jovem recém-formada que começa a trabalhar na revista Runway como assistente da exigente Miranda Priestly. Ao longo da experiência, ela passa a questionar sua permanência naquele ambiente de trabalho intenso.
Sob direção de David Frankel, o longa reuniu nomes como Stanley Tucci, Adrian Grenier, Tracie Thoms e Rich Sommer no elenco. Produzido com US$ 35 milhões, o filme se consolidou como um sucesso expressivo ao ultrapassar os US$ 326 milhões em arrecadação global.
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