
Com presença de obras internacionais, a exposição de arte naif Poéticas Campesinas apresenta diferentes perspectivas do mundo rural. Costumes, folclore, religião e gastronomia são alguns dos temas representados. A mostra gratuita, instalada no Instituto Cervantes, permanece em cartaz até 30 de julho. Visitação ocorre de segunda a sexta, das 9h às 21h, e aos sábados, das 9h às 12h.
Um dos destaques da exposição é o artista plástico espanhol Diego Ceano, que retrata o mundo rural da região da Andaluzia. Vilarejos, campos e a arquitetura das residências aparecem como resistência, memória e ancestralidade na luta pela terra e preservação de tradições. Ao lado da mestre em bordados Antônia Dumont, Ceano recebe homenagem na mostra.
Também são expostos trabalhos de Jocelino Soares, Codo, Jair Lemos, Shirlene Pérola Negra, além dos coletivos de bordadeiras Linhas da Resistência e Matizes Dumont. Segundo Odécio Rossafa, idealizador e co-curador da exposição, os artistas foram selecionados pela identidade que guardam com o mundo campesino.
“A arte naíf é uma arte feita por artistas que nunca tiveram acesso ao mundo acadêmico, então são todos autodidatas que a partir da sua temática local, do seu envolvimento com o mundo rural, com o mundo do folclore, das festividades, eles passam a retratar isso na sua. Nas suas telas, nos seus bordados”, diz Rossafa. A exposição é uma iniciativa do Espaço Cultural Barthô Naïf, em parceria com o Instituto Alvorada Brasil.
Serviço
Exposição Poéticas Campesinas, no Instituto Cervantes, até 30 de julho. Visitação de segunda a sexta, das 9h às 21h, e aos sábados, das 9h às 12h. Entrada gratuita.
*Estagiário sob supervisão de Nahima Maciel
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