
Autora de Um defeito de cor e primeira mulher negra da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Gonçalves se junta ao coletivo brasiliense Julho das Pretas que Escrevem em evento neste sábado (3/7). O bate-papo literário será no Museu Nacional da República, das 14h às 18h, como parte do Festival Latinidades. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingressos.
O título do encontro é Um efeito de cor – mulheres negras reescrevem o mercado editorial. Idealizadora do Julho das Pretas que Escrevem, Waleska Barbosa vai mediar conversa que aborda desde como publicar um livro no Brasil até questões subjetivas de mulheres negras no mundo. A escrita de Um defeito de cor é aspecto central no debate, que permitirá perguntas do público.
Waleska diz que o evento coroa a trajetória de cinco anos do grupo. “É muito importante para fazer o que tenho chamado de aquilombamento literário, mas também para mostrar para a cidade, para o DF, para o Brasil que é aqui que nós temos essas autoras.” Para ela, a literatura de autoria feminina negra busca consolidar um espaço conquistado há pouco tempo. “Estamos retomando a possibilidade e o direito e o dever e a honra de contar nossas próprias histórias, de falar por nós”, completa a escritora brasiliense.
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A iniciativa do Julho das Pretas que Escrevem surgiu em 2021 e reúne 83 autoras do Distrito Federal. Nos encontros anuais, que ocorrem sempre no mês de julho, são homenageadas algumas dessas integrantes. Nesta edição, Jaqueline Fernandes, Juliana Valentim, Juliana Valentim, Neide Silva Rafael Ferreira, Mãe Baiana de Oyá recebem menções de destaque.
Serviço
Ana Maria Gonçalves e coletivo Julho das Pretas que Escrevem, neste sábado (4/7), das 14h às 18h, no Museu Nacional. Entrada gratuita. Ingressos no Sympla.
*Estagiário sob supervisão de Nahima Maciel

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