Teatro

Coletivo Poéticas da Meia Noite leva solos de jovens artistas ao Gama

Com direção de Kênia Dias e Thiago Carvalho, o projeto apresenta montagens autorais com sessões gratuitas

O solo
O solo "Miolo Mãe" faz parte do projeto "Mãe, Filho e as Cinzas - A Liturgia Não Contada" apresentado no Teatro Sesc Paulo Gracindo (Gama) - (crédito: Jaitai Ribeiro/Divulgação)

O Teatro Sesc Paulo Gracindo (Gama) recebe o projeto Mãe, filho e as cinzas — A liturgia não contada, uma coletânea de espetáculos solo autorais. Dirigidas por Kênia Dias e Thiago Carvalho, as obras são escritas pelos próprios artistas em cena, a partir de memórias da infância que foram marcadas por alguma religiosidade. Entre os artistas estão Helena D’Tróia com Miolo Mãe, Davi Dias com Heranças do (A)mar, e Fernanda Tiago, com Incendiária. Com entrada gratuita, as sessões ocorrem de quinta-feira (6/8) a domingo (9/8) e contam com audiodescrição e tradução em Libras.            

Conhecida por sua atuação no espetáculo O que só sabemos juntos (2024), protagonizado por Tony Ramos e Denise Fraga, a diretora Kênia Dias explica que os três solos, apesar de seguirem caminhos diferentes em termos de cena e roteiro, possuem em comum o vínculo direto com a plateia. “É muito bonito ver esses jovens artistas traçando uma trajetória autoral, com esse desejo de troca com outros artistas, e ao mesmo tempo criando um modo próprio de trabalho e de criação”, destaca. 

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Em Miolo Mãe, Helena D’Tróia resgata as raízes e a tradição do Bumba Meu Boi a partir de joias e afazeres de família. Em Heranças do (A)mar, Davi Dias interpreta um tecelão solitário que busca na imensidão do oceano a cura e a costura para suas feridas de luto. Por fim, Fernanda Tiago apresenta Incendiária, em uma mistura de poesia e ciência para usar o fogo como metáfora da identidade lésbica e do combate às violências simbólicas. Todas as sessões se encerram com um bate-papo integrativo entre o elenco e a plateia.

Fundado em 2021, o Coletivo Poéticas da Meia Noite desenvolve trabalhos cênicos a partir de pesquisas sobre memórias e alteridade na construção dramatúrgica. Atualmente, o grupo reúne duas estudantes de graduação e um de mestrado da Universidade Federal de Goiás (UFG), além de dez profissionais baianos e quatro brasilienses que desenvolvem cenografia, luz, design, fotografia, comunicação e mediação.    


Serviço

Mãe, filho e as cinzas — A liturgia não contada

De quinta-feira (6/8) a domingo (9/8), no Teatro Sesc Paulo Gracindo (Gama). Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos no Sympla

*Estagiária sob supervisão de Nahima Maciel 

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postado em 03/08/2026 10:59
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